sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nome: Curt Trennepohl – Presidente do IBAMA. Função: Falar asneiras.


Quando assumiu a presidência do IBAMA no começo desse ano, Curt Trennepohl disse em entrevista a revista Exame que, em relação ao licenciamento da Hidrelétrica Belo Monte, faria o que a lei manda, analisando o impacto ambiental sem paixão e sem ater-se à questões de conveniência ou oportunidade. Pouco tempo depois, o Órgão concedeu uma Licença Parcial para instalação do canteiro de obras da usina, o que fez com que entidades reagissem, afirmando que a Licença Parcial não existe dentro do direito ambiental brasileiro.
Já era de se esperar que após a renúncia de Abelardo Azevedo, que não cedeu as pressões do governo para conceder o licenciamento a Belo Monte, o novo presidente do IBAMA seria bem menos rígido, e que abaixaria a cabeça diante da pressão. Foi o que então fez Curt Trennepohl, fazendo seu papel e concedendo a licença.
Curt Trennepohl é advogado e, antes de assumir a presidência do IBAMA, ocupou vários cargos dentro do órgão desde 1990, e sempre foi considerado um excelente técnico, e uma autoridade em direito ambiental. Apesar de ter jogado metade de sua reputação fora com a concessão do licenciamento da Belo Monte, o presidente do IBAMA parece não ter ligado muito, tendo jogado o restante de reputação que tinha após conceder entrevista ao programa 60 Minutes, da TV Australiana.
Perguntado pela jornalista Allison Langdon se seu trabalho não era cuidar do meio ambiente, o presidente do IBAMA afirmou que não, que seu trabalho é minimizar os impactos. A jornalista australiana foi mais incisiva e questionou Curt Trennepohl sobre quem cuida do Meio Ambiente no Brasil se o órgão responsável por isso não o faz. O renomado técnico se limita, porém, a responder que o problema é o que o Brasil precisa de energia.
Curt Trennepohl ainda afirma que nenhuma tribo indígena será atingida, e que nenhum rio secará. Me parece que o presidente do IBAMA desconhece a realidade do projeto de Belo Monte, e que a estimativa é de que 20 mil pessoas terão que mudar-se da área da construção da hidrelétrica, além de que cerca de 100 km de rio irão secar.
Como sabemos, a pior parte de uma entrevista aparece quando a câmera é desligada ou retirada do local, mas por sorte, nesse caso, o microfone não foi, e essa foi a pior parte da entrevista de Trennepohl ao 60 Minutes australiano:
Curt Trennepohl: Vocês têm os aborígenes na Austrália e não os respeitam.
Allison Langdon: Então você vai fazer com os indígenas o que nós fizemos com os aborígenes?
Curte Trennepohl: Sim, sim.
Allison Langdon: Você vai?
Curt Trennepohl: Sim.
Um pouco de história
Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou cem mil crianças aborígenas – a maioria de pele clara – dos pais e internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental. Os australianos chamam de “geração roubada” a essas crianças.
Por volta de 1965, a população de aborígenes puros chegava a pouco mais de quarenta mil, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o norte da Austrália. Os soldados ingleses visitavam localidades aborígenes oferecendo presentes, artefatos e outras coisas de interesse da aldeia. E a festa acontecia, enquanto outros soldados envenenavam com arsênico a comida e toda a água potável que eles tinham. Vilas inteiras aborígenes foram dizimadas pelo uso de arsênico. (fonte: Wikipédia)
Função: Falar asneiras
O peso das declarações do presidente do IBAMA tem que ser mensurado, ele deve explicações sobre suas palavras e, se cabível, dever ser responsabilizado. Trennepohl foi preconceituoso e, de certa forma, incitou a violência contra os povos indígenas, ao afirmar que faria a mesma coisa que os australianos fizeram com os aborígenes.
A sociedade brasileira não pode ficar calada diante das atrocidades ditas pelo presidente do IBAMA, devemos lhe cobrar explicações, e cobrar dos órgãos competentes que responsabilize o Senhor Curt Trennepohl por suas palavras.
Pedimos que divulguem essa notícia em suas redes, para seus amigos, é importante que o cidadão brasileiro saiba quem o está representando.




Autor: Danilo Rocha, blog "E Esse Tal de Meio Ambiente" 26/07/2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Brasil anuncia preparativos para a Cúpula da Terra - Rio 2012



Rio+20


Imagem: ©Rio+20.

Com a apresentação de uma Comissão Nacional e um Comitê Organizador especialmente criados para o evento, o governo brasileiro deu um passo fundamental para selar seu compromisso com a nova edição da Conferência para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, 20 anos depois da história Cúpula da Terra de 1992, a ECO-92.

A cúpula, que reunirá líderes políticos, organizações ambientalistas e a sociedade civil, terá lugar de 4 a 6 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Seus dois grandes temas serão a transição para uma “economia verde” e a erradicação da pobreza, e o marco institucional necessário para se atingir tais objetivos.



O lançamento foi realizado pela presidenta Dilma Rousseff, que declarou: "Com a inclusão de temas sociais como elemento essencial desta conferência, o mundo deu um grande passo ao reconhecer que o crescimento, sem a garantia de oferecer às populações direitos e acesso à riqueza que produzem, não será suficiente".

A Comissão Nacional para a chamada Rio+20 será dirigida pelos Ministérios do Meio Ambiente e das Relações Internacionais, e seu objetivo será promover o diálogo entre as esferas nacionais, estaduais e municipais, para definir as prioridades do Brasil na conferência. Já Comitê Organizador será responsável pelo planejamento e gerenciamento dos recursos para a cúpula.

Depois das recentes polêmicas envolvendo o pico de desmatamento na Amazônia, supostamente provocado pela iminente aprovação do novo Código Forestal, e a licença para a construção do polêmico projeto hidrelétrico de Belo Monte, o anúncio da conferência Rio+20 provavelmente busca melhorar a imagem do país e reafirmar seus compromissos com as questões ambientais.

Marco da história recente do ambientalismo, a ECO-92 convocou 172 governos de todo o mundo, unidos pela certeza de que as ações do homem estavam degradando a natureza e que era necessário proteger os recursos naturais, lutar contra a mudança climática global e buscar fontes de energia alternativas, entre outras metas. Entretanto, quase 20 anos depois, as negociações no marco da Organização das Nações Unidas continuam sem gerar um acordo vinculante para reduzir as emissões globais de carbono, que bateram um novo recorde em 2010.



Qual será o destino da nova Cúpula da Terra?

Fonte: discoverybrasil.com/treehugger (Descubra o Verde)


domingo, 19 de junho de 2011

O lixo e as nossas ações - parte 1


Em todos os períodos de chuva torna-se comum (infelizmente) a mídia noticiar desastres provocados por deslizamentos e transbordo de rios e córregos. No entanto, os problemas começam muito antes da primeira gota de chuva cair. Um problema que quero destacar é a falta de conciência da coletividade quanto a suas ações.
Já parou para pensar no que acontece com o lixo que é descartado de maneira irregular? Se o lixo recolhido pelos garis diariamente já provoca algum dano ambiental, quem dirá então no lixo que simplesmente jogamos em qualquer terreno baldio ou em um corrego. Esse lixo pode causar entupimento de boeiros, consequência: alagamento de ruas;
esse lixo é levado pelos corregos e rios, consequência: ocorrerá o acumulo em alguma curva do rio e o montante de lixo será gigantesco, principalmente se houver vegetação que ajude a represar o lixo;
mas se o lixo for arrastado até um banhado, o entulho arrastado pela correnteza irá se depositar ao longo do banhado, como a chuva também traz sedimentos estes farão com que todo o lixo, com o passar de pouco tempo, seja coberto e fique definitivamente fixado ao local. Todo o ecossistema do banhado será afetado com a degradação do local, poluição do charco d'água, desaparecimento de espécies nativas, enfim, o dano ambiental provocado pelas nossas ações, pelo aparentemente inofensivo e simples fato de não darmos ao lixo seu devido destino final causará uma catástrofe que poderá levar anos para ser reparado, isto é, se alguma medida for adotada para a reparação do dano!
Texto e fotos: Ricardo Assumpção dos Santos
Acadêmico de Gestão Ambiental

domingo, 5 de junho de 2011

5 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

O dia mundial do Meio Ambiente foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Dês de então no dia 5 de Junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que chama a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Alguns dos principais esforços em relação ao Dia do Meio Ambiente são:
Mostrar o lado humano nas questões ambientais;
Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais prospero.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tornados: O que são?

Um tornado é um pequeno, porém intenso, redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 500 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho.

Descrição

Normalmente a sua formação ocorre no final da tarde, horário em que a atmosfera se encontra mais instável, com forte turbulência e presença de nuvens Cumulonimbus. Porém não é incomum observar o surgimento desses ciclones durante a noite. Isso porque os tornados também vem de uma categoria específica de nuvens chamadas super-células de tempestade, que "amadurecem" durante o dia e se transformam em fortes tempestades de granizo. O tamanho destas pedras de granizo é bastante considerável se tivermos como padrão as pequenas pedras conhecidas, que são de aproximadamente 0,5 cm. Estas podem variar do tamanho de uma bola de gude até ao de uma bola de golfe ou tênis. Um prenúncio de um tornado são as chamadas rotation wallclouds, que são nuvens baixas, com o formato de uma base de pirâmide.
Esses cones de ventos rotativos e arrasadores podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. Porém há certas regiões que são mais propensas à formação de tornados, como a parte central dos Estados Unidos (a “ Tornado Alley") ou o “ O corredor dos tornados da América do Sul" que inclui o Uruguai, norte e centro da Argentina a porção centro-sul do território Brasileiro.
A intensidade dos tornados é classificada na escala Fujita que vai de F0 até F5, sendo o F0 o mais fraco e o F5 o mais forte. Tornados com intensidade F5 são muito raros de se observar.
A coloração cinza ou "amarronzada" dos tornados ocorre devido aos detritos e poeira que ele desloca.


Apesar de ser comum se confundam tornados com furacões, os dois são fenômenos bem distintos:
Um furacão mede centenas de quilômetros de diâmetro e a sua formação ocorre sempre sobre as águas dos oceanos, pois é de lá que ele obtém a sua energia. Sua duração pode chegar a vários dias mas quando atinge a terra firme perde a sua força até dissipar-se.
Já os tornados são mais localizados (porém muito mais energéticos), apresentando um funil relativamente estreito, que raramente atinge diâmetros superiores a 1 km, e tem a duração aproximada de 20 minutos.
A Escala Fujita mede a intensidade dos tornados de modo semelhante que a escala Saffir-Simpson mensura a intensidade dos furacões.

Gênese dos tornados:

Normalmente, os tornados se formam associados a tempestades severas que produzem fortes ventos, elevada precipitação pluviométrica e freqüentemente granizo. Felizmente menos de 1% das células de tempestade originam um tornado. Porém todas as grandes células convectivas devem ser monitorizadas por sempre haver a possibilidade destas reunirem as condições necessárias para a ocorrência do fenômeno.
Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compõem as super-células tempestuosas.
Essas células normalmente formam-se devido ao contraste existente entre duas grandes massas de ar com diferentes pressões e temperatura. Alguns locais do planeta estão mais sujeitos ao encontro desses contrastantes sistemas atmosféricos, como é o caso do meio-oeste dos EUA, ou o centro-sul da América do Sul.
Após tocar o solo, um tornado pode atingir uma faixa que varia entre 100 a 1200 metros, deslocando-se por uma extensão de aproximadamente 30 km (embora já tenham sido registrados tornados que se deslocaram por distâncias superiores a 150 km).
Formação de um tornado

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4–6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.
4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.
Tornado de vortice multiplo:

Um tornado de vórtice múltiplo é um tipo de tornado no qual duas ou mais colunas de ar giram ao redor de um centro comum. Estruturas de múltiplos vórtices podem ocorrer em quase qualquer circulação, mas é mais freqüentemente observada em tornados intensos.
Tornado satélite

Tornado satélite:

Um tornado satélite é para um tornado mais fraco que forma muito perto de um tornado mais forte contido dentro do mesmo mesociclone. O tornado satélite pode se aparecer estar orbitando o tornado maior (e daí o nome), dando o aparecimento de um grande tornado de vórtices múltiplos. Porém, um tornado de satélite é um funil distinto, e é muito menor que o funil principal.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Gustnados: O que são?

Definição
Um vórtice atmosférico associado à Gust Front (frente de rajada) à frente de uma Cumulonimbus que pode dar origem a uma super célula de tempestade.

Descrição
Rajadas fortes de chuva, pode haver granizo formado a grandes altitudes acompanhando a borda que avança com uma linha de trovoadas, ventos fortes antes da tempestade. A ponta dessa massa de ar refrigerado, onde se encontra com o ar mais quente da superfície, é chamado de Gust Front (frente de rajada). A frente de rajada pode ser 2 ou 3 milhas náuticas à frente da tempestade.

Se a velocidade do vento é superior a 60 kts, então á o atrito superficial, o que perturba o fluxo linear, pode causar a formação de um vórtice na frente de rajada. O vórtice começa a partir de baixo para cima e pode atingir 300 metros de altura, normalmente feita visível pela poeira e detritos. Este vórtice é conhecido como um gustnado. Embora o nome é derivado de uma combinação de "Gust Front" e "Tornado", um gustnado não é um Tornado. O Tornado é associado com as correntes de ar quente e poderosa que se alimentam da nuvem, em forma e está ligado à base da nuvem Cumulonimbus, e a rotação é impulsionado pela rotação mesociclônica da nuvem em si. O gustnado não está ligado à base da nuvem, está associado com o deslocamento descendente de ar e, ocasionalmente acompanha a frente da tempestade, e são de curta duração.


Efeitos
Turbulência. O grau de turbulência experimentada por uma aeronave ao encontrar um Gustnado depende da gravidade do vórtice e do tamanho da aeronave. De modo geral, dado que a maioria dos gustnados são de intensidade limitada, grandes aviões comerciais não terá mais do que o ar áspero quando encontrar um gustnado na abordagem. No entanto, a conseqüência de encontrar um gustnado para uma aeronave ligeira pode muito bem ser perda de controle. Ventos de 100 km ou mais têm sido associados a gustnados, e tem-se relatado danos significativos a edifícios, redes de comunicações e alguns incidentes envolvendo aeronaves.


Defesas
Sistemas de previsão de vento de cisalhamento pode dar aviso prévio de uma Gust Front ou Microburst associado com uma aproximação de Cumulonimbus potencialmente severa.