quinta-feira, 23 de junho de 2011

Brasil anuncia preparativos para a Cúpula da Terra - Rio 2012



Rio+20


Imagem: ©Rio+20.

Com a apresentação de uma Comissão Nacional e um Comitê Organizador especialmente criados para o evento, o governo brasileiro deu um passo fundamental para selar seu compromisso com a nova edição da Conferência para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, 20 anos depois da história Cúpula da Terra de 1992, a ECO-92.

A cúpula, que reunirá líderes políticos, organizações ambientalistas e a sociedade civil, terá lugar de 4 a 6 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Seus dois grandes temas serão a transição para uma “economia verde” e a erradicação da pobreza, e o marco institucional necessário para se atingir tais objetivos.



O lançamento foi realizado pela presidenta Dilma Rousseff, que declarou: "Com a inclusão de temas sociais como elemento essencial desta conferência, o mundo deu um grande passo ao reconhecer que o crescimento, sem a garantia de oferecer às populações direitos e acesso à riqueza que produzem, não será suficiente".

A Comissão Nacional para a chamada Rio+20 será dirigida pelos Ministérios do Meio Ambiente e das Relações Internacionais, e seu objetivo será promover o diálogo entre as esferas nacionais, estaduais e municipais, para definir as prioridades do Brasil na conferência. Já Comitê Organizador será responsável pelo planejamento e gerenciamento dos recursos para a cúpula.

Depois das recentes polêmicas envolvendo o pico de desmatamento na Amazônia, supostamente provocado pela iminente aprovação do novo Código Forestal, e a licença para a construção do polêmico projeto hidrelétrico de Belo Monte, o anúncio da conferência Rio+20 provavelmente busca melhorar a imagem do país e reafirmar seus compromissos com as questões ambientais.

Marco da história recente do ambientalismo, a ECO-92 convocou 172 governos de todo o mundo, unidos pela certeza de que as ações do homem estavam degradando a natureza e que era necessário proteger os recursos naturais, lutar contra a mudança climática global e buscar fontes de energia alternativas, entre outras metas. Entretanto, quase 20 anos depois, as negociações no marco da Organização das Nações Unidas continuam sem gerar um acordo vinculante para reduzir as emissões globais de carbono, que bateram um novo recorde em 2010.



Qual será o destino da nova Cúpula da Terra?

Fonte: discoverybrasil.com/treehugger (Descubra o Verde)


domingo, 19 de junho de 2011

O lixo e as nossas ações - parte 1


Em todos os períodos de chuva torna-se comum (infelizmente) a mídia noticiar desastres provocados por deslizamentos e transbordo de rios e córregos. No entanto, os problemas começam muito antes da primeira gota de chuva cair. Um problema que quero destacar é a falta de conciência da coletividade quanto a suas ações.
Já parou para pensar no que acontece com o lixo que é descartado de maneira irregular? Se o lixo recolhido pelos garis diariamente já provoca algum dano ambiental, quem dirá então no lixo que simplesmente jogamos em qualquer terreno baldio ou em um corrego. Esse lixo pode causar entupimento de boeiros, consequência: alagamento de ruas;
esse lixo é levado pelos corregos e rios, consequência: ocorrerá o acumulo em alguma curva do rio e o montante de lixo será gigantesco, principalmente se houver vegetação que ajude a represar o lixo;
mas se o lixo for arrastado até um banhado, o entulho arrastado pela correnteza irá se depositar ao longo do banhado, como a chuva também traz sedimentos estes farão com que todo o lixo, com o passar de pouco tempo, seja coberto e fique definitivamente fixado ao local. Todo o ecossistema do banhado será afetado com a degradação do local, poluição do charco d'água, desaparecimento de espécies nativas, enfim, o dano ambiental provocado pelas nossas ações, pelo aparentemente inofensivo e simples fato de não darmos ao lixo seu devido destino final causará uma catástrofe que poderá levar anos para ser reparado, isto é, se alguma medida for adotada para a reparação do dano!
Texto e fotos: Ricardo Assumpção dos Santos
Acadêmico de Gestão Ambiental

domingo, 5 de junho de 2011

5 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

O dia mundial do Meio Ambiente foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Dês de então no dia 5 de Junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que chama a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Alguns dos principais esforços em relação ao Dia do Meio Ambiente são:
Mostrar o lado humano nas questões ambientais;
Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais prospero.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tornados: O que são?

Um tornado é um pequeno, porém intenso, redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 500 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho.

Descrição

Normalmente a sua formação ocorre no final da tarde, horário em que a atmosfera se encontra mais instável, com forte turbulência e presença de nuvens Cumulonimbus. Porém não é incomum observar o surgimento desses ciclones durante a noite. Isso porque os tornados também vem de uma categoria específica de nuvens chamadas super-células de tempestade, que "amadurecem" durante o dia e se transformam em fortes tempestades de granizo. O tamanho destas pedras de granizo é bastante considerável se tivermos como padrão as pequenas pedras conhecidas, que são de aproximadamente 0,5 cm. Estas podem variar do tamanho de uma bola de gude até ao de uma bola de golfe ou tênis. Um prenúncio de um tornado são as chamadas rotation wallclouds, que são nuvens baixas, com o formato de uma base de pirâmide.
Esses cones de ventos rotativos e arrasadores podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. Porém há certas regiões que são mais propensas à formação de tornados, como a parte central dos Estados Unidos (a “ Tornado Alley") ou o “ O corredor dos tornados da América do Sul" que inclui o Uruguai, norte e centro da Argentina a porção centro-sul do território Brasileiro.
A intensidade dos tornados é classificada na escala Fujita que vai de F0 até F5, sendo o F0 o mais fraco e o F5 o mais forte. Tornados com intensidade F5 são muito raros de se observar.
A coloração cinza ou "amarronzada" dos tornados ocorre devido aos detritos e poeira que ele desloca.


Apesar de ser comum se confundam tornados com furacões, os dois são fenômenos bem distintos:
Um furacão mede centenas de quilômetros de diâmetro e a sua formação ocorre sempre sobre as águas dos oceanos, pois é de lá que ele obtém a sua energia. Sua duração pode chegar a vários dias mas quando atinge a terra firme perde a sua força até dissipar-se.
Já os tornados são mais localizados (porém muito mais energéticos), apresentando um funil relativamente estreito, que raramente atinge diâmetros superiores a 1 km, e tem a duração aproximada de 20 minutos.
A Escala Fujita mede a intensidade dos tornados de modo semelhante que a escala Saffir-Simpson mensura a intensidade dos furacões.

Gênese dos tornados:

Normalmente, os tornados se formam associados a tempestades severas que produzem fortes ventos, elevada precipitação pluviométrica e freqüentemente granizo. Felizmente menos de 1% das células de tempestade originam um tornado. Porém todas as grandes células convectivas devem ser monitorizadas por sempre haver a possibilidade destas reunirem as condições necessárias para a ocorrência do fenômeno.
Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compõem as super-células tempestuosas.
Essas células normalmente formam-se devido ao contraste existente entre duas grandes massas de ar com diferentes pressões e temperatura. Alguns locais do planeta estão mais sujeitos ao encontro desses contrastantes sistemas atmosféricos, como é o caso do meio-oeste dos EUA, ou o centro-sul da América do Sul.
Após tocar o solo, um tornado pode atingir uma faixa que varia entre 100 a 1200 metros, deslocando-se por uma extensão de aproximadamente 30 km (embora já tenham sido registrados tornados que se deslocaram por distâncias superiores a 150 km).
Formação de um tornado

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4–6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.
4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.
Tornado de vortice multiplo:

Um tornado de vórtice múltiplo é um tipo de tornado no qual duas ou mais colunas de ar giram ao redor de um centro comum. Estruturas de múltiplos vórtices podem ocorrer em quase qualquer circulação, mas é mais freqüentemente observada em tornados intensos.
Tornado satélite

Tornado satélite:

Um tornado satélite é para um tornado mais fraco que forma muito perto de um tornado mais forte contido dentro do mesmo mesociclone. O tornado satélite pode se aparecer estar orbitando o tornado maior (e daí o nome), dando o aparecimento de um grande tornado de vórtices múltiplos. Porém, um tornado de satélite é um funil distinto, e é muito menor que o funil principal.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Gustnados: O que são?

Definição
Um vórtice atmosférico associado à Gust Front (frente de rajada) à frente de uma Cumulonimbus que pode dar origem a uma super célula de tempestade.

Descrição
Rajadas fortes de chuva, pode haver granizo formado a grandes altitudes acompanhando a borda que avança com uma linha de trovoadas, ventos fortes antes da tempestade. A ponta dessa massa de ar refrigerado, onde se encontra com o ar mais quente da superfície, é chamado de Gust Front (frente de rajada). A frente de rajada pode ser 2 ou 3 milhas náuticas à frente da tempestade.

Se a velocidade do vento é superior a 60 kts, então á o atrito superficial, o que perturba o fluxo linear, pode causar a formação de um vórtice na frente de rajada. O vórtice começa a partir de baixo para cima e pode atingir 300 metros de altura, normalmente feita visível pela poeira e detritos. Este vórtice é conhecido como um gustnado. Embora o nome é derivado de uma combinação de "Gust Front" e "Tornado", um gustnado não é um Tornado. O Tornado é associado com as correntes de ar quente e poderosa que se alimentam da nuvem, em forma e está ligado à base da nuvem Cumulonimbus, e a rotação é impulsionado pela rotação mesociclônica da nuvem em si. O gustnado não está ligado à base da nuvem, está associado com o deslocamento descendente de ar e, ocasionalmente acompanha a frente da tempestade, e são de curta duração.


Efeitos
Turbulência. O grau de turbulência experimentada por uma aeronave ao encontrar um Gustnado depende da gravidade do vórtice e do tamanho da aeronave. De modo geral, dado que a maioria dos gustnados são de intensidade limitada, grandes aviões comerciais não terá mais do que o ar áspero quando encontrar um gustnado na abordagem. No entanto, a conseqüência de encontrar um gustnado para uma aeronave ligeira pode muito bem ser perda de controle. Ventos de 100 km ou mais têm sido associados a gustnados, e tem-se relatado danos significativos a edifícios, redes de comunicações e alguns incidentes envolvendo aeronaves.


Defesas
Sistemas de previsão de vento de cisalhamento pode dar aviso prévio de uma Gust Front ou Microburst associado com uma aproximação de Cumulonimbus potencialmente severa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Trombas-d'água, o que são?

Tromba de água, Tromba-d'água, ou tromba marinha, é um fenómeno meteorológico semelhante aos tornados que se forma sobre o mar ou sobre massas de águas interiores de grande extensão. Consiste na formação de um vórtice intenso, visível sob a forma de uma nuvem colunar, em forma de estreito funil, que gira rapidamente em volta de si mesma, ligando a superfície da água à base de uma nuvem cumuliforme. A tromba de água eleva na sua base grande quantidade de borrifos de água, que projecta em todas as direcções. O fenómeno é mais frequente nas regiões tropicais, mas pode, também, ser encontrado nas regiões de latitude média. A expressão tromba de água é por vezes incorretamente utilizada para designar uma tempestade de grande intensidade, em geral associada à passagem de um cumulonimbo.
Ainda que a definição popular de uma tromba de água seja a de um tornado sobre a água, cientificamente o assunto é bem mais complexo. Apesar de ambos os fenómenos possuírem uma estrutura similar, o processo de formação e as consequências são diferentes.
Embora a formação de uma tromba de água seja em geral determinada pelas mesmas condições que levam ao aparecimento de tornados não inseridos em super-células, as trombas de água são menos intensas do que os tornados, estando condicionadas à ocorrência de condições de forte instabilidade do ar sobre o mar ou sobre lagos de média ou grande dimensão. As trombas de água são fenómenos frequentes nos oceanos tropicais.
Embora de forma talvez excessivamente simplificada, pode-se definir uma tromba de água como um redemoinho de ar rodando violentamente sobre um grande corpo de água (mar, lago ou um grande rio), o qual se forma entre a base de uma nuvem de desenvolvimento vertical, muitas vezes um cumulonimbo, e o mar. Frequentemente, mas não sempre, é visível como um funil ascendendo da superfície da água. O funil torna-se visível porque o ar que roda dentro da tromba se esfria por expansão, produzindo a condensação do vapor de água e a formação de uma nuvem colunar.
Numa tromba de água, a presença de água líquida está confinada na porção inferior e reduz-se em geral a densos borrifos de água salgada proveniente da superfície do mar, ou água resultante da condensação do vapor de água atmosférico provocada pela baixa pressão no interior do vórtice formado.
O movimento giratório nas trombas de água pode ser no sentido horário ou anti-horário, dependendo do processo da sua formação e da direcção do vento.




Características das trombas de água
De forma resumida podem-se apontar as seguintes características gerais para as trombas de água:
• Apesar da grande disponibilidade de humidade e a pouca fricção que a superfície das massas de água apresentam, as trombas de água são menos definidas e consideravelmente menos destrutivas que os tornados.
• No seu máximo desenvolvimento as trombas de água variam em altitude dos 50 m até aos 2 km.
• As trombas de água apresentam um ciclo de vida relativamente curto, de 2 a 20 minutos, ainda que a maioria dure menos de 10 minutos. Apenas as trombas de origem tornádica atingem e mesmo ultrapassam os 30 minutos de duração.
• Medem de 10 a 100 m de diâmetro, enquanto um tornado mede de 100 a 300 m.
• Produzem ventos de 70 a 300 km/h, comparado com ventos de 140 a 500 km/h nos tornados, com velocidades de deslocamento lateral de 20 a 30 km/h.
• No Hemisfério Norte, em geral ocorrem entre os meses de Maio e Outubro, quando as águas do mar atingem a sua máxima temperatura.
• O período do dia mais provável para formação de uma tromba de água é entre 16:00 e as 19:00 horas, com um máximo secundário entre 11:00 e as 13:00 horas.
• As trombas de água dissipam-se quando começa a chover, porque o ar frio advectado pela chuva corta o abastecimento de ar húmido e quente de que a tromba necessita para continuar activa.
• Apenas 30% das trombas de água são acompanhadas por trovoada.
• Apesar de existir a crença de que uma tromba de água aspira água do mar ou do lago sobre o qual ocorra, na realidade, excluindo a pequena zona de sucção na sua base, o que torna o funil visível não é água líquida, mas apenas a condensação causada pelo resfriamento do ar pela redução de pressão no interior do vórtice.
• As trombas de água podem ocorrer isoladamente ou em grupo, predominando as situações de grupos mais ou menos dispersos por uma área de akguns quilómetros quadrados.
• Quando se formaram por completo, as trombas de água tendem a descrever uma trajectória curva durante uns 15 minutos, até que o ar frio que gradualmente é aspirado para o vórtice as dissipa.