segunda-feira, 8 de outubro de 2012


O Verdadeiro Desenvolvimento Sustentável

Nas ultimas décadas o mundo assistiu uma explosão de crescimento, tanto populacional como econômica. O ser humano se viu dependente cada vez mais de sua tecnologia, atualmente uma boa parcela das pessoas sequer imagina-se sem seus aparelhos celulares os quais lhes permitem estar conectados com redes sociais 24h do dia. Aparelhos estes que cada vez menos são utilizados para falar.
Há tempos a prioridade de uma pessoa era construir uma casa para conquistar sua independência, hoje adquirir um carro foi o substituto dessa realização. À um século nossa sociedade tornou-se dependente do petróleo, afinal sem ele a maioria de nossos queridos carros não andariam. O ser humano tornou-se consumista e os empresários multimilionários pois aprenderam a doutrinar o cidadão que passou a receber o titulo de consumidor, a sempre achar que precisa adquirir novos produtos por uma suposta e falsa necessidade, bens desnecessários que apenas nos trazem ao principal ponto desta resenha, a escassez dos recursos naturais que na verdade não tem nada a ver com desenvolvimento sustentável.
Normalmente os parâmetros utilizados para descrever o crescimento de um pais é o crescimento econômico, e produzir tornou-se o principal objetivo, porém, o aumento na qualidade de vida não corresponde apenas a riqueza monetária, mas também uma melhora no bem estar da população.
O novo marketing empresarial se valeu de uma nova expressão para tentar amenizar verbalmente seu real impacto, “desenvolvimento sustentável”, uma bela palavra que nos faz pensar em algo bom, no entanto a forma como este suposto desenvolvimento acontece é uma distorção da realidade, afinal, ampliar o número e tamanho das fabricas ao invés de investir em tecnologias menos danosas não traz para o presente o equilíbrio do qual nós precisamos entre produção, desenvolvimento e qualidade de vida.
O verdadeiro desenvolvimento sustentável deve ocorrer na cabeça de cada individuo, buscar o entendimento que assim como nosso mundo é redondo devemos buscar o equilíbrio, pois tudo o que extraímos da natureza e posteriormente modificado causará algum dano se simplesmente o devolvermos à terra sem o devido cuidado. Vivemos em um ciclo fechado onde cada ato pode fazer a diferença reciclar a mentalidade de políticos, empresários e consumidores para que estes sejam novamente tratados como cidadãos, isso sim é que fará a revolução ambiental da qual o mundo precisa.

Foto e texto: Ricardo Assumpção, Acadêmico do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental da Faculdade Ecoar (FAECO) Passo Fundo-RS

domingo, 16 de setembro de 2012

Earthrace - Super lancha movida a biodiesel


Desenvolvido como um carro de rally, mas para percorrer os mares do oceano. O Earthrace é uma embarcação inovadora tanto em seu design como em seu rendimento. Desenvolvido pela Earthrace Conservation da Nova Zelândia, a proposta do projeto é desenvolver uma embarcação que une design arrojado e eficiente, o qual lhe compete alta performance de velocidade podendo a atingir 41 nós (73 km/h) nas mais adversas condições de mar. Aparentemente esta velocidade pode não parecer muito, mas a tecnologia empregada em seu design permite que a embarcação corte as mais grandes ondas ao invés de ter que passar por cima delas. Outro ponto positivo é referente a sua fonte de energia. O Earthrace é movido 100% a biodiesel e seu consumo é de apenas um quinto do combustível gasto em outras embarcações similares. Seu design inovador que lhe permite passar pelas mais severas condições oceânicas, conciliado a seu alto rendimento utilizando um combustível ecologicamente correto torna o Earthrace uma das embarcações do futuro. Recentemente a embarcação Neo Zelandeza bateu o recorde de volta ao mundo com embarcação, foram 60 dias e 23 horas superando o recorde anterior em 14 dias. 


 Pesquisa e texto: Ricardo Assumpção Acadêmico do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Da Faculdade Ecoar (FAECO)Passo Fundo-RS

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Desastre ambiental no Litoral Norte do Rio Grande do Sul


Um vazamento foi constatado em uma monoboia da Transpetro no Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com técnicos da empresa, o vazamento foi reparado assim que o mesmo foi constatado evitando um derramamento ainda maior de petróleo no mar.
Ainda não se sabe qual o volume de óleo que vazou, mas uma extensa mancha de óleo de aproximadamente 5 km já pode ser vista ao longo da praia que vai da plataforma de pesca de Tramandaí até a Barra no município vizinho de Imbé.
Ainda não se tem registro de animais atingidos pela mancha de óleo mas é certo que o evento terá danos ao maio ambiente, outro problema que causa preocupação segundo o IBAMA é a eminência da mancha entrar no rio Tramandaí, que mesmo estando em sua vazante pode ser afetado pela maré alta. A patrulha ambiental de Tramandaí solicita aos veranistas que se mantenham afastados das praias atingidas pelo óleo, funcionários da Transpetro estão realizando a remoção manual do óleo, aviões também derramaram produtos químicos no mar para ajudar a conter a mancha. Biólogos realizarão um estudo de impacto para avaliar a extensão do dano também como animais contaminados vitimas do vazamento.

Autor: Ricardo Assumpção dos Santos, Acadêmico de Gestão Ambiental
Fotos: André Soares

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Biogás: A Energia Que Vem do Lixo


Pegando o embalo do caso do complexo do Shopping Center Norte, em São Paulo, que possui grande concentração de gás metano em seu subsolo, e consultando especialistas no assunto, pode-se perceber que esse gás, que é proveniente do lixo em decomposição, tem grande potencial energético.

Segundo dados do site da organização Eco Desenvolvimento, é desperdiçada anualmente uma quantidade de energia que pode abastecer aproximadamente 18 milhões de residências.

Estimativas divulgadas pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que o Brasil gerou mais de 57 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2009, um crescimento de 7,7% em relação ao volume do ano anterior. Só as capitais e as cidades com mais de 500 mil habitantes foram responsáveis por quase 23 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos no ano. Agora imaginem todo esse material considerado lixo se tornando energia?!

De acordo com o estudo do potencial da geração de energia renovável proveniente dos “aterros sanitários” nas regiões metropolitanas e grandes cidades do Brasil, da Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz” da Universidade de São Paulo) o biogás é formado pela decomposição de resíduos orgânicos depositados nos aterros e lixões, e tem como um dos seus principais componentes o gás metano, que é um dos principais causadores do efeito estufa.

Para realizar a transformação do biogás em energia é necessário realizar um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, e o custo da implantação de um empreendimento deste tipo pode ser muito variável. Abandonar o que estamos acostumados nem sempre é fácil. Ainda mais se nesse caso, para adquirir novos hábitos, precisemos pagar mais. É esse o perfil mundial no caso da energia.

Transformando lixo em energia

Antes de transformar o biogás extraído da decomposição da matéria orgânica presente no lixo em energia, deve-se lembrar que é necessário criar todo um sistema de drenos para a sua captação. Outros pontos importantes a serem levados em consideração antes da conversão são o teor reduzido de metano no biogás em comparação ao gás natural e as impurezas presentes que, dependendo da concentração, deverão ser tratadas. Finalmente, para gerar energia serão necessários diversos equipamentos como, por exemplo, caldeira, turbina, trocadores de calor, transformadores e subestação de energia, além de dispositivos de segurança.

Autora: Adriana Minhoto, E Esse Tal Meio Ambiente?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bolsa Verde beneficiará familias carentes que preservam áreas ambientais protegidas onde residam


A lei que cria o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, conhecido como Bolsa Verde, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria do Governo Federal, entrou em vigor no dia 17/10/2011, Dia Mundial de Combate à Pobreza. No Amazonas, a primeira fase do programa vai beneficiar 1.112 famílias que residem em Unidades Federais de Conservação de Uso Sustentável e projetos de assentamento da reforma agrária.

O Bolsa Verde vai pagar R$ 300 por trimestre a famílias em situação de extrema pobreza que vivam em unidades de conservação e desenvolvam ações para preservá-las. O primeiro pagamento será efetuado em outubro. O recurso será pago pela Caixa Econômica Federal.

Em todo o Amazonas, existem 32 Unidades de Conservação pertencentes à União, o que corresponde a 15% do território do Estado. Nessa primeira fase, o Bolsa Verde vai alcançar oito destas unidades e seis programas de assentamento. Em todo o país, o programa federal pretende atender 75 mil famílias, com recursos da ordem de R$ 240 milhões, até 2014.

Para receber o benefício, as famílias devem fazer parte do cadastro único para programas sociais do governo federal e desenvolver atividades de conservação nas áreas previstas. A família também deverá estar inscrita em cadastro a ser mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e aderir ao Programa de Apoio à Conservação Ambiental por meio da assinatura de termo de adesão. A transferência dos recursos será feita por até dois anos, podendo ser prorrogada.

Entre as áreas de conservação abrangidas pela lei estão florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável federais; projetos de assentamento florestal, agroextrativista e projetos instituídos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Estão incluídos também territórios ocupados por ribeirinhos, extrativistas, populações indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.

Fonte: Intituto Estadual de Florestas, G1, Esse tal meio ambiente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FLONA Passo Fundo


No dia 24/09 os alunos do 2º semestre do curso de Gestão Ambiental da Faculdade Ecoar, Faeco, realizaram uma aula de campo na Floresta Nacional de Passo Fundo (FLONA) com o acompanhamento do professor de Educação Ambiental Glauco Polita. O objetivo da visita foi conhecer as atividades realizadas pelos gestores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) dentro da floresta, assim como sua história e a diversidade que ela comporta.
Os alunos tiveram a oportunidade de realizar uma trilha guiada pelo gestor Remi O. Weirich do ICMBio, onde durante a caminhada os alunos conheceram a história da UC, que no passado tinha como principal fonte de exploração a madeira, sendo a principal espécie explorada a Araucaria angustifólia. Durante a saída a campo foi possível visualizar pegadas de animais silvestres, habitantes da FLONA e que estão sofrendo com diversas ameaças.
A Floresta Nacional de Passo Fundo - ICMBio, é uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, que tem como objetivo básico compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais. Com uma área de 1.328 há a floresta mescla uma predominância de mata nativa com espécies exóticas como pínus e eucalipto, onde estas gradativamente deverão ser substituídas por espécies nativas.
Na oportunidade os alunos puderam ter acesso a informações quanto aos potenciais e os inúmeros conflitos, sendo estes das mais variadas ordens.
Ficou claro para todos que é possível conciliar o desenvolvimento econômico, com a proteção ambiental, bem como o uso sustentável dos recursos naturais.


Texto: Ricardo Assumpção

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nome: Curt Trennepohl – Presidente do IBAMA. Função: Falar asneiras.


Quando assumiu a presidência do IBAMA no começo desse ano, Curt Trennepohl disse em entrevista a revista Exame que, em relação ao licenciamento da Hidrelétrica Belo Monte, faria o que a lei manda, analisando o impacto ambiental sem paixão e sem ater-se à questões de conveniência ou oportunidade. Pouco tempo depois, o Órgão concedeu uma Licença Parcial para instalação do canteiro de obras da usina, o que fez com que entidades reagissem, afirmando que a Licença Parcial não existe dentro do direito ambiental brasileiro.
Já era de se esperar que após a renúncia de Abelardo Azevedo, que não cedeu as pressões do governo para conceder o licenciamento a Belo Monte, o novo presidente do IBAMA seria bem menos rígido, e que abaixaria a cabeça diante da pressão. Foi o que então fez Curt Trennepohl, fazendo seu papel e concedendo a licença.
Curt Trennepohl é advogado e, antes de assumir a presidência do IBAMA, ocupou vários cargos dentro do órgão desde 1990, e sempre foi considerado um excelente técnico, e uma autoridade em direito ambiental. Apesar de ter jogado metade de sua reputação fora com a concessão do licenciamento da Belo Monte, o presidente do IBAMA parece não ter ligado muito, tendo jogado o restante de reputação que tinha após conceder entrevista ao programa 60 Minutes, da TV Australiana.
Perguntado pela jornalista Allison Langdon se seu trabalho não era cuidar do meio ambiente, o presidente do IBAMA afirmou que não, que seu trabalho é minimizar os impactos. A jornalista australiana foi mais incisiva e questionou Curt Trennepohl sobre quem cuida do Meio Ambiente no Brasil se o órgão responsável por isso não o faz. O renomado técnico se limita, porém, a responder que o problema é o que o Brasil precisa de energia.
Curt Trennepohl ainda afirma que nenhuma tribo indígena será atingida, e que nenhum rio secará. Me parece que o presidente do IBAMA desconhece a realidade do projeto de Belo Monte, e que a estimativa é de que 20 mil pessoas terão que mudar-se da área da construção da hidrelétrica, além de que cerca de 100 km de rio irão secar.
Como sabemos, a pior parte de uma entrevista aparece quando a câmera é desligada ou retirada do local, mas por sorte, nesse caso, o microfone não foi, e essa foi a pior parte da entrevista de Trennepohl ao 60 Minutes australiano:
Curt Trennepohl: Vocês têm os aborígenes na Austrália e não os respeitam.
Allison Langdon: Então você vai fazer com os indígenas o que nós fizemos com os aborígenes?
Curte Trennepohl: Sim, sim.
Allison Langdon: Você vai?
Curt Trennepohl: Sim.
Um pouco de história
Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou cem mil crianças aborígenas – a maioria de pele clara – dos pais e internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental. Os australianos chamam de “geração roubada” a essas crianças.
Por volta de 1965, a população de aborígenes puros chegava a pouco mais de quarenta mil, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o norte da Austrália. Os soldados ingleses visitavam localidades aborígenes oferecendo presentes, artefatos e outras coisas de interesse da aldeia. E a festa acontecia, enquanto outros soldados envenenavam com arsênico a comida e toda a água potável que eles tinham. Vilas inteiras aborígenes foram dizimadas pelo uso de arsênico. (fonte: Wikipédia)
Função: Falar asneiras
O peso das declarações do presidente do IBAMA tem que ser mensurado, ele deve explicações sobre suas palavras e, se cabível, dever ser responsabilizado. Trennepohl foi preconceituoso e, de certa forma, incitou a violência contra os povos indígenas, ao afirmar que faria a mesma coisa que os australianos fizeram com os aborígenes.
A sociedade brasileira não pode ficar calada diante das atrocidades ditas pelo presidente do IBAMA, devemos lhe cobrar explicações, e cobrar dos órgãos competentes que responsabilize o Senhor Curt Trennepohl por suas palavras.
Pedimos que divulguem essa notícia em suas redes, para seus amigos, é importante que o cidadão brasileiro saiba quem o está representando.




Autor: Danilo Rocha, blog "E Esse Tal de Meio Ambiente" 26/07/2011