quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A verdade que não te contam sobre os órgãos ambientais

Entre as atribuições dos órgãos ambientais estão as de fiscalizar o cumprimento da legislação e também de licenciar novos empreendimentos. Se tudo estiver dentro da lei, não há por que multar! Muitos poderes ou poderosos (políticos), intencionalmente sucateiam os órgãos ambientais para que eles pareçam ineficientes com o intuito de manipular a opinião pública dando a entender que estes órgãos não funcionam e só servem para multar, dar prejuízo aos cofres públicos e que são responsáveis pelo atraso no desenvolvimento do país. Atras disso tudo escondem-se interesses particulares visando o lucro de um grupo bem celeto que exclui a grande população. Outra questão interessante é que a maioria das grandes multas são dadas para grileiros amigos de deputados e para os próprios deputados que possuem grandes extensões de terras nas quais crimes ambientais são praticados sem dó, amparados por imunidades parlamentares agem de má fé e acabam legislando em causa própria. Pior! Estes políticos usam o pequeno produtor como pretexto quando a real intenção é a de livrar-se das suas merecidas e milionárias multas.
Resumindo. Não é boa ideia fundir os ministérios da agricultura e meio ambiente, não é lucrativo para o país e muito menos para o pequeno produtor, aquele que realmente coloca comida nas nossas mesas.
Seja crítico, informe-se com as pessoas certas e tenha a mente aberta para receber a informação. 4 anos é tempo suficiente para que muitas coisas ruins aconteçam.

https://www.ibama.gov.br/flora-e-madeira/descentralizacao-da-gestao-florestal/competencias-do-ibama-e-dos-orgaos-estaduais-de-meio-ambiente

https://oglobo.globo.com/sociedade/ibama-tem-deficit-de-2151-servidores-dificuldade-para-cumprir-funcoes-23133084

http://reporterbrasil.org.br/2018/03/deputado-campeao-de-desmatamento-filho-de-katia-abreu-legisla-em-defesa-dos-negocios-da-familia/

http://www.jesocarneiro.com.br/lista/as-7-maiores-multas-por-crimes-ambientais-aplicadas-pelo-ibama-no-para.html

https://oglobo.globo.com/economia/empresas-envolvidas-em-desastres-ambientais-quitaram-so-34-de-785-milhoes-em-multas-22657874

http://portalamazonia.com/noticias/dez-maiores-multas-por-desmatamento-somam-r-260-milhoes-diz-greenpeace

http://pagina22.com.br/2018/05/26/projeto-do-senado-enfraquece-ainda-mais-as-normas-de-licenciamento-ambiental/

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Sobre o desastre ambiental e humano de Mariana - MG



Art.225, § 3º, CRFB/88 - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

Art. 14, Lei 6.938/81 - Sem prejuízo das penalidades definidas pela legislação federal, estadual e municipal, o não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção dos inconvenientes e danos causados pela degradação da qualidade ambiental sujeitará os transgressores:

(...)§ 1º - Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente.


EXISTE LEI QUE AMPARA AS VÍTIMAS E OBRIGA O RESPONSÁVEL PELO DANO A ARCAR COM TODAS AS DESPESAS DE INDENIZAÇÃO E REPARO DO PASSIVO.

sábado, 3 de outubro de 2015

Caminhadas em grupo combatem o stress e depressões, diz estudo da Ecopsycology


Sair para dar uma volta no parque e respirar ar fresco é um conselho que ouvimos com frequência quando estamos stressados. E não é que funciona? Pelo menos segundo um estudo publicado numa edição especial da revista Ecopsychology.
O trabalho foi feito por investigadores da Universidade de Michigan, nos EUA, em parceria com o Instituto James Hutton e as universidades De Monffort e Edge Hill, no Reino Unido.
Os resultados mostraram que caminhadas em grupo e em contacto com a natureza diminuem sintomas depressivos e a sensação de stresse, trazendo bem-estar para quem o pratica.
Pessoas que passaram por eventos críticos, como uma doença grave, divórcio ou perda do emprego, apresentaram melhorias significativas no humor depois de incluir os passeios ao ar livre à rotina.
A pesquisa incluiu quase 2.000 participantes de um programa de saúde britânico que promove passeios semanais e hoje conta com cerca de 70 mil praticantes de caminhada.
Para os cientistas envolvidos, juntar um grupo para caminhar ao ar livre regularmente pode até ser uma abordagem não farmacológica para doenças graves como a depressão.
Então, está esperando o quê para chamar seus amigos e fazer uma trilha em meio a natureza?

Foto: Ricardo Assumpção

Fonte: Diário Digital, 2014

domingo, 25 de agosto de 2013

Caça e trafico de animais silvestres: Na mira da lei.



A caça e o comércio ilegais de animais silvestres estão entre as ameaças mais graves à sobrevivência de algumas das espécies mais carismáticas, valiosas e ecologicamente importantes da Terra. Nos últimos meses, ressurgiu dramaticamente a captura ilegal de animais e a comercialização de produtos com alto valor derivados de espécies nativas.
Somente na África do Sul, 668 rinocerontes foram mortos em 2012 e milhares de elefantes morrem todos os anos para extração de seu marfim. Graças ao tráfico desenfreado, apenas 3.200 tigres restaram vivendo na natureza.
A maior parte desta pilhagem é escoada para a Ásia, onde serve como símbolo de status, souvenires para turistas ou, ainda, para supostos fins medicinais.
O tráfico ilegal resulta em ferimentos e mortes humanas. Milhares de pessoas perdem a vida nas batalhas ferozes com traficantes. As organizações criminosas por trás desse comércio raramente são presas e muito menos processadas.
No Brasil, o problema não é menos preocupante. Redes de tráfico escoam animais silvestres por estradas que cruzam grande parte do país, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). De 2005 a 2010, o órgão emitiu mais de R$ 600 milhões em multas por crimes envolvendo animais silvestres. No mesmo período, só recolheu apenas 2% desse valor.
Todos os anos, 38 milhões de animais são retirados da natureza brasileira. Apenas quatro milhões são vendidos, principalmente no Sudeste. O restante acaba em gaiolas, é solto em locais inadequados ou morre vítima dos maus tratos.
Um animal retirado da natureza reage à presença do ser humano e tem dificuldades para crescer, se alimentar e se reproduzir em cativeiro. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti, ao contrário do que muitos pensam, são silvestres. Eles pertencem à natureza e nela vivem melhor.
Aprisionar ou vender animais silvestres é uma prática ilegal comum em todo o Brasil. As principais vítimas são aves canoras ou de grande beleza. Além disso, o comércio ilegal é estimulado pela procura de criadores e colecionadores, pet shops, indústrias, pesquisa ou biopirataria.
As redes ilegais de escoamento se valem de métodos semelhantes aos usados por traficantes de drogas, armas e pedras preciosas, como falsificação de documentos, suborno, sonegação de impostos. Também estabelecem rotas nacionais e internacionais de tráfico de animais, geralmente retirados das regiões mais conservadas do Brasil.
Para garantir que espécies silvestres sigam cumprindo seu papel, temos que consolidar e ampliar áreas protegidas e fortificar ações conjuntas para coibir essas práticas ilegais.
O WWF tem desenvolvido uma campanha internacional contra o comércio ilegal e insustentável de espécies silvestres e subprodutos. Junto com a Traffic, a rede internacional contra o tráfico de animais silvestres, estamos chamando atenção ainda com mais força para as práticas ilegais de captura e comercialização com a proximidade da Convenção Internacional sobre o Tráfico de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (Cites), em março.
A fundação do WWF também foi motivada pelo desejo de assegurar uma chance de sobrevivência para animais tão incríveis como os elefantes e os rinocerontes, em benefício da própria vida na Terra. Afinal, os animais silvestres não cometeram nenhum crime para terminar a vida atrás das grades ou ser simplesmente exterminados.
Há esperança de que possamos salvar os animais ameaçados pelo tráfico, desde que não fiquemos imóveis. Este mês lançamos uma nova petição que tem como alvo o consumo na Tailândia (wwf.panda.org/killthetrade), onde cada nome se soma ao esforço para pressionar as autoridades a mudar a situação.
Cada pessoa, seja ativista ou comerciante, jornalista ou artesão, turista ou presidente, mas principalmente cidadão, pode contribuir para acabar com o tráfico e comércio ilegal de espécies silvestres. 

A hora é agora.

                                                                                                                            

O Brasil é o primeiro na classificação mundial de espécies em números de primatas, borboletas e anfíbios, sendo muitas dessas espécies endêmicas ou somente encontráveis aqui. O caput do art. 1º da Lei nº 5.197/67 (Lei da Fauna) define fauna silvestre como “os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento que vivem naturalmente fora do cativeiro”. Segundo o § 3º do art. 29 da Lei nº 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), “são espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou em águas jurisdicionais brasileiras”. Diferentemente do animal doméstico, como gatos, cachorros, galinhas e porcos, o animal silvestre não se acostuma com a presença humana. Quando retirado do seu habitat natural ele reage negativamente à presença humana, passando inclusive a ter dificuldade de se desenvolver e de se reproduzir em cativeiro. Araras, aves, borboletas, camaleões, cobras, jabutis, onças, papagaios, peixes e tartarugas são exemplos de animais silvestres. O caput do art. 1º da Lei nº 5.197/67 proíbe a utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha do animal silvestre bem como de seus ninhos, abrigos e criadouros naturais. O caput do art. 29 da Lei nº 9.605/98 determina a pena de detenção de seis meses a um ano e multa para o crime de “Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”. O tráfico de animais silvestres é uma apropriação indevida de um patrimônio que pertence ao Poder Público e à sociedade, já que o caput do art. 1º da Lei nº 5.197/67 determina que o animal silvestre e os seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedade do Estado. A fauna silvestre é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, já que é assim que o caput do art. 225 da Constituição Federal classifica o meio ambiente e os elementos que fazem parte dele. 

Autores:
Jim Leape, diretos-geral do WWF Internacional,
Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil,
Ricardo Assumpção, acadêmico de Gestão Ambiental FAECO e ativista do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas-RS

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


O Verdadeiro Desenvolvimento Sustentável

Nas ultimas décadas o mundo assistiu uma explosão de crescimento, tanto populacional como econômica. O ser humano se viu dependente cada vez mais de sua tecnologia, atualmente uma boa parcela das pessoas sequer imagina-se sem seus aparelhos celulares os quais lhes permitem estar conectados com redes sociais 24h do dia. Aparelhos estes que cada vez menos são utilizados para falar.
Há tempos a prioridade de uma pessoa era construir uma casa para conquistar sua independência, hoje adquirir um carro foi o substituto dessa realização. À um século nossa sociedade tornou-se dependente do petróleo, afinal sem ele a maioria de nossos queridos carros não andariam. O ser humano tornou-se consumista e os empresários multimilionários pois aprenderam a doutrinar o cidadão que passou a receber o titulo de consumidor, a sempre achar que precisa adquirir novos produtos por uma suposta e falsa necessidade, bens desnecessários que apenas nos trazem ao principal ponto desta resenha, a escassez dos recursos naturais que na verdade não tem nada a ver com desenvolvimento sustentável.
Normalmente os parâmetros utilizados para descrever o crescimento de um pais é o crescimento econômico, e produzir tornou-se o principal objetivo, porém, o aumento na qualidade de vida não corresponde apenas a riqueza monetária, mas também uma melhora no bem estar da população.
O novo marketing empresarial se valeu de uma nova expressão para tentar amenizar verbalmente seu real impacto, “desenvolvimento sustentável”, uma bela palavra que nos faz pensar em algo bom, no entanto a forma como este suposto desenvolvimento acontece é uma distorção da realidade, afinal, ampliar o número e tamanho das fabricas ao invés de investir em tecnologias menos danosas não traz para o presente o equilíbrio do qual nós precisamos entre produção, desenvolvimento e qualidade de vida.
O verdadeiro desenvolvimento sustentável deve ocorrer na cabeça de cada individuo, buscar o entendimento que assim como nosso mundo é redondo devemos buscar o equilíbrio, pois tudo o que extraímos da natureza e posteriormente modificado causará algum dano se simplesmente o devolvermos à terra sem o devido cuidado. Vivemos em um ciclo fechado onde cada ato pode fazer a diferença reciclar a mentalidade de políticos, empresários e consumidores para que estes sejam novamente tratados como cidadãos, isso sim é que fará a revolução ambiental da qual o mundo precisa.

Foto e texto: Ricardo Assumpção, Acadêmico do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental da Faculdade Ecoar (FAECO) Passo Fundo-RS

domingo, 16 de setembro de 2012

Earthrace - Super lancha movida a biodiesel


Desenvolvido como um carro de rally, mas para percorrer os mares do oceano. O Earthrace é uma embarcação inovadora tanto em seu design como em seu rendimento. Desenvolvido pela Earthrace Conservation da Nova Zelândia, a proposta do projeto é desenvolver uma embarcação que une design arrojado e eficiente, o qual lhe compete alta performance de velocidade podendo a atingir 41 nós (73 km/h) nas mais adversas condições de mar. Aparentemente esta velocidade pode não parecer muito, mas a tecnologia empregada em seu design permite que a embarcação corte as mais grandes ondas ao invés de ter que passar por cima delas. Outro ponto positivo é referente a sua fonte de energia. O Earthrace é movido 100% a biodiesel e seu consumo é de apenas um quinto do combustível gasto em outras embarcações similares. Seu design inovador que lhe permite passar pelas mais severas condições oceânicas, conciliado a seu alto rendimento utilizando um combustível ecologicamente correto torna o Earthrace uma das embarcações do futuro. Recentemente a embarcação Neo Zelandeza bateu o recorde de volta ao mundo com embarcação, foram 60 dias e 23 horas superando o recorde anterior em 14 dias. 


 Pesquisa e texto: Ricardo Assumpção Acadêmico do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Da Faculdade Ecoar (FAECO)Passo Fundo-RS

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Desastre ambiental no Litoral Norte do Rio Grande do Sul


Um vazamento foi constatado em uma monoboia da Transpetro no Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com técnicos da empresa, o vazamento foi reparado assim que o mesmo foi constatado evitando um derramamento ainda maior de petróleo no mar.
Ainda não se sabe qual o volume de óleo que vazou, mas uma extensa mancha de óleo de aproximadamente 5 km já pode ser vista ao longo da praia que vai da plataforma de pesca de Tramandaí até a Barra no município vizinho de Imbé.
Ainda não se tem registro de animais atingidos pela mancha de óleo mas é certo que o evento terá danos ao maio ambiente, outro problema que causa preocupação segundo o IBAMA é a eminência da mancha entrar no rio Tramandaí, que mesmo estando em sua vazante pode ser afetado pela maré alta. A patrulha ambiental de Tramandaí solicita aos veranistas que se mantenham afastados das praias atingidas pelo óleo, funcionários da Transpetro estão realizando a remoção manual do óleo, aviões também derramaram produtos químicos no mar para ajudar a conter a mancha. Biólogos realizarão um estudo de impacto para avaliar a extensão do dano também como animais contaminados vitimas do vazamento.

Autor: Ricardo Assumpção dos Santos, Acadêmico de Gestão Ambiental
Fotos: André Soares

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Biogás: A Energia Que Vem do Lixo


Pegando o embalo do caso do complexo do Shopping Center Norte, em São Paulo, que possui grande concentração de gás metano em seu subsolo, e consultando especialistas no assunto, pode-se perceber que esse gás, que é proveniente do lixo em decomposição, tem grande potencial energético.

Segundo dados do site da organização Eco Desenvolvimento, é desperdiçada anualmente uma quantidade de energia que pode abastecer aproximadamente 18 milhões de residências.

Estimativas divulgadas pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que o Brasil gerou mais de 57 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2009, um crescimento de 7,7% em relação ao volume do ano anterior. Só as capitais e as cidades com mais de 500 mil habitantes foram responsáveis por quase 23 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos no ano. Agora imaginem todo esse material considerado lixo se tornando energia?!

De acordo com o estudo do potencial da geração de energia renovável proveniente dos “aterros sanitários” nas regiões metropolitanas e grandes cidades do Brasil, da Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz” da Universidade de São Paulo) o biogás é formado pela decomposição de resíduos orgânicos depositados nos aterros e lixões, e tem como um dos seus principais componentes o gás metano, que é um dos principais causadores do efeito estufa.

Para realizar a transformação do biogás em energia é necessário realizar um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, e o custo da implantação de um empreendimento deste tipo pode ser muito variável. Abandonar o que estamos acostumados nem sempre é fácil. Ainda mais se nesse caso, para adquirir novos hábitos, precisemos pagar mais. É esse o perfil mundial no caso da energia.

Transformando lixo em energia

Antes de transformar o biogás extraído da decomposição da matéria orgânica presente no lixo em energia, deve-se lembrar que é necessário criar todo um sistema de drenos para a sua captação. Outros pontos importantes a serem levados em consideração antes da conversão são o teor reduzido de metano no biogás em comparação ao gás natural e as impurezas presentes que, dependendo da concentração, deverão ser tratadas. Finalmente, para gerar energia serão necessários diversos equipamentos como, por exemplo, caldeira, turbina, trocadores de calor, transformadores e subestação de energia, além de dispositivos de segurança.

Autora: Adriana Minhoto, E Esse Tal Meio Ambiente?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bolsa Verde beneficiará familias carentes que preservam áreas ambientais protegidas onde residam


A lei que cria o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, conhecido como Bolsa Verde, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria do Governo Federal, entrou em vigor no dia 17/10/2011, Dia Mundial de Combate à Pobreza. No Amazonas, a primeira fase do programa vai beneficiar 1.112 famílias que residem em Unidades Federais de Conservação de Uso Sustentável e projetos de assentamento da reforma agrária.

O Bolsa Verde vai pagar R$ 300 por trimestre a famílias em situação de extrema pobreza que vivam em unidades de conservação e desenvolvam ações para preservá-las. O primeiro pagamento será efetuado em outubro. O recurso será pago pela Caixa Econômica Federal.

Em todo o Amazonas, existem 32 Unidades de Conservação pertencentes à União, o que corresponde a 15% do território do Estado. Nessa primeira fase, o Bolsa Verde vai alcançar oito destas unidades e seis programas de assentamento. Em todo o país, o programa federal pretende atender 75 mil famílias, com recursos da ordem de R$ 240 milhões, até 2014.

Para receber o benefício, as famílias devem fazer parte do cadastro único para programas sociais do governo federal e desenvolver atividades de conservação nas áreas previstas. A família também deverá estar inscrita em cadastro a ser mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e aderir ao Programa de Apoio à Conservação Ambiental por meio da assinatura de termo de adesão. A transferência dos recursos será feita por até dois anos, podendo ser prorrogada.

Entre as áreas de conservação abrangidas pela lei estão florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável federais; projetos de assentamento florestal, agroextrativista e projetos instituídos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Estão incluídos também territórios ocupados por ribeirinhos, extrativistas, populações indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.

Fonte: Intituto Estadual de Florestas, G1, Esse tal meio ambiente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FLONA Passo Fundo


No dia 24/09 os alunos do 2º semestre do curso de Gestão Ambiental da Faculdade Ecoar, Faeco, realizaram uma aula de campo na Floresta Nacional de Passo Fundo (FLONA) com o acompanhamento do professor de Educação Ambiental Glauco Polita. O objetivo da visita foi conhecer as atividades realizadas pelos gestores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) dentro da floresta, assim como sua história e a diversidade que ela comporta.
Os alunos tiveram a oportunidade de realizar uma trilha guiada pelo gestor Remi O. Weirich do ICMBio, onde durante a caminhada os alunos conheceram a história da UC, que no passado tinha como principal fonte de exploração a madeira, sendo a principal espécie explorada a Araucaria angustifólia. Durante a saída a campo foi possível visualizar pegadas de animais silvestres, habitantes da FLONA e que estão sofrendo com diversas ameaças.
A Floresta Nacional de Passo Fundo - ICMBio, é uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, que tem como objetivo básico compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais. Com uma área de 1.328 há a floresta mescla uma predominância de mata nativa com espécies exóticas como pínus e eucalipto, onde estas gradativamente deverão ser substituídas por espécies nativas.
Na oportunidade os alunos puderam ter acesso a informações quanto aos potenciais e os inúmeros conflitos, sendo estes das mais variadas ordens.
Ficou claro para todos que é possível conciliar o desenvolvimento econômico, com a proteção ambiental, bem como o uso sustentável dos recursos naturais.


Texto: Ricardo Assumpção

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nome: Curt Trennepohl – Presidente do IBAMA. Função: Falar asneiras.


Quando assumiu a presidência do IBAMA no começo desse ano, Curt Trennepohl disse em entrevista a revista Exame que, em relação ao licenciamento da Hidrelétrica Belo Monte, faria o que a lei manda, analisando o impacto ambiental sem paixão e sem ater-se à questões de conveniência ou oportunidade. Pouco tempo depois, o Órgão concedeu uma Licença Parcial para instalação do canteiro de obras da usina, o que fez com que entidades reagissem, afirmando que a Licença Parcial não existe dentro do direito ambiental brasileiro.
Já era de se esperar que após a renúncia de Abelardo Azevedo, que não cedeu as pressões do governo para conceder o licenciamento a Belo Monte, o novo presidente do IBAMA seria bem menos rígido, e que abaixaria a cabeça diante da pressão. Foi o que então fez Curt Trennepohl, fazendo seu papel e concedendo a licença.
Curt Trennepohl é advogado e, antes de assumir a presidência do IBAMA, ocupou vários cargos dentro do órgão desde 1990, e sempre foi considerado um excelente técnico, e uma autoridade em direito ambiental. Apesar de ter jogado metade de sua reputação fora com a concessão do licenciamento da Belo Monte, o presidente do IBAMA parece não ter ligado muito, tendo jogado o restante de reputação que tinha após conceder entrevista ao programa 60 Minutes, da TV Australiana.
Perguntado pela jornalista Allison Langdon se seu trabalho não era cuidar do meio ambiente, o presidente do IBAMA afirmou que não, que seu trabalho é minimizar os impactos. A jornalista australiana foi mais incisiva e questionou Curt Trennepohl sobre quem cuida do Meio Ambiente no Brasil se o órgão responsável por isso não o faz. O renomado técnico se limita, porém, a responder que o problema é o que o Brasil precisa de energia.
Curt Trennepohl ainda afirma que nenhuma tribo indígena será atingida, e que nenhum rio secará. Me parece que o presidente do IBAMA desconhece a realidade do projeto de Belo Monte, e que a estimativa é de que 20 mil pessoas terão que mudar-se da área da construção da hidrelétrica, além de que cerca de 100 km de rio irão secar.
Como sabemos, a pior parte de uma entrevista aparece quando a câmera é desligada ou retirada do local, mas por sorte, nesse caso, o microfone não foi, e essa foi a pior parte da entrevista de Trennepohl ao 60 Minutes australiano:
Curt Trennepohl: Vocês têm os aborígenes na Austrália e não os respeitam.
Allison Langdon: Então você vai fazer com os indígenas o que nós fizemos com os aborígenes?
Curte Trennepohl: Sim, sim.
Allison Langdon: Você vai?
Curt Trennepohl: Sim.
Um pouco de história
Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou cem mil crianças aborígenas – a maioria de pele clara – dos pais e internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental. Os australianos chamam de “geração roubada” a essas crianças.
Por volta de 1965, a população de aborígenes puros chegava a pouco mais de quarenta mil, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o norte da Austrália. Os soldados ingleses visitavam localidades aborígenes oferecendo presentes, artefatos e outras coisas de interesse da aldeia. E a festa acontecia, enquanto outros soldados envenenavam com arsênico a comida e toda a água potável que eles tinham. Vilas inteiras aborígenes foram dizimadas pelo uso de arsênico. (fonte: Wikipédia)
Função: Falar asneiras
O peso das declarações do presidente do IBAMA tem que ser mensurado, ele deve explicações sobre suas palavras e, se cabível, dever ser responsabilizado. Trennepohl foi preconceituoso e, de certa forma, incitou a violência contra os povos indígenas, ao afirmar que faria a mesma coisa que os australianos fizeram com os aborígenes.
A sociedade brasileira não pode ficar calada diante das atrocidades ditas pelo presidente do IBAMA, devemos lhe cobrar explicações, e cobrar dos órgãos competentes que responsabilize o Senhor Curt Trennepohl por suas palavras.
Pedimos que divulguem essa notícia em suas redes, para seus amigos, é importante que o cidadão brasileiro saiba quem o está representando.




Autor: Danilo Rocha, blog "E Esse Tal de Meio Ambiente" 26/07/2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Brasil anuncia preparativos para a Cúpula da Terra - Rio 2012



Rio+20


Imagem: ©Rio+20.

Com a apresentação de uma Comissão Nacional e um Comitê Organizador especialmente criados para o evento, o governo brasileiro deu um passo fundamental para selar seu compromisso com a nova edição da Conferência para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, 20 anos depois da história Cúpula da Terra de 1992, a ECO-92.

A cúpula, que reunirá líderes políticos, organizações ambientalistas e a sociedade civil, terá lugar de 4 a 6 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Seus dois grandes temas serão a transição para uma “economia verde” e a erradicação da pobreza, e o marco institucional necessário para se atingir tais objetivos.



O lançamento foi realizado pela presidenta Dilma Rousseff, que declarou: "Com a inclusão de temas sociais como elemento essencial desta conferência, o mundo deu um grande passo ao reconhecer que o crescimento, sem a garantia de oferecer às populações direitos e acesso à riqueza que produzem, não será suficiente".

A Comissão Nacional para a chamada Rio+20 será dirigida pelos Ministérios do Meio Ambiente e das Relações Internacionais, e seu objetivo será promover o diálogo entre as esferas nacionais, estaduais e municipais, para definir as prioridades do Brasil na conferência. Já Comitê Organizador será responsável pelo planejamento e gerenciamento dos recursos para a cúpula.

Depois das recentes polêmicas envolvendo o pico de desmatamento na Amazônia, supostamente provocado pela iminente aprovação do novo Código Forestal, e a licença para a construção do polêmico projeto hidrelétrico de Belo Monte, o anúncio da conferência Rio+20 provavelmente busca melhorar a imagem do país e reafirmar seus compromissos com as questões ambientais.

Marco da história recente do ambientalismo, a ECO-92 convocou 172 governos de todo o mundo, unidos pela certeza de que as ações do homem estavam degradando a natureza e que era necessário proteger os recursos naturais, lutar contra a mudança climática global e buscar fontes de energia alternativas, entre outras metas. Entretanto, quase 20 anos depois, as negociações no marco da Organização das Nações Unidas continuam sem gerar um acordo vinculante para reduzir as emissões globais de carbono, que bateram um novo recorde em 2010.



Qual será o destino da nova Cúpula da Terra?

Fonte: discoverybrasil.com/treehugger (Descubra o Verde)


domingo, 19 de junho de 2011

O lixo e as nossas ações - parte 1


Em todos os períodos de chuva torna-se comum (infelizmente) a mídia noticiar desastres provocados por deslizamentos e transbordo de rios e córregos. No entanto, os problemas começam muito antes da primeira gota de chuva cair. Um problema que quero destacar é a falta de conciência da coletividade quanto a suas ações.
Já parou para pensar no que acontece com o lixo que é descartado de maneira irregular? Se o lixo recolhido pelos garis diariamente já provoca algum dano ambiental, quem dirá então no lixo que simplesmente jogamos em qualquer terreno baldio ou em um corrego. Esse lixo pode causar entupimento de boeiros, consequência: alagamento de ruas;
esse lixo é levado pelos corregos e rios, consequência: ocorrerá o acumulo em alguma curva do rio e o montante de lixo será gigantesco, principalmente se houver vegetação que ajude a represar o lixo;
mas se o lixo for arrastado até um banhado, o entulho arrastado pela correnteza irá se depositar ao longo do banhado, como a chuva também traz sedimentos estes farão com que todo o lixo, com o passar de pouco tempo, seja coberto e fique definitivamente fixado ao local. Todo o ecossistema do banhado será afetado com a degradação do local, poluição do charco d'água, desaparecimento de espécies nativas, enfim, o dano ambiental provocado pelas nossas ações, pelo aparentemente inofensivo e simples fato de não darmos ao lixo seu devido destino final causará uma catástrofe que poderá levar anos para ser reparado, isto é, se alguma medida for adotada para a reparação do dano!
Texto e fotos: Ricardo Assumpção dos Santos
Acadêmico de Gestão Ambiental

domingo, 5 de junho de 2011

5 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

O dia mundial do Meio Ambiente foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Dês de então no dia 5 de Junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que chama a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Alguns dos principais esforços em relação ao Dia do Meio Ambiente são:
Mostrar o lado humano nas questões ambientais;
Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais prospero.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tornados: O que são?

Um tornado é um pequeno, porém intenso, redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 500 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho.

Descrição

Normalmente a sua formação ocorre no final da tarde, horário em que a atmosfera se encontra mais instável, com forte turbulência e presença de nuvens Cumulonimbus. Porém não é incomum observar o surgimento desses ciclones durante a noite. Isso porque os tornados também vem de uma categoria específica de nuvens chamadas super-células de tempestade, que "amadurecem" durante o dia e se transformam em fortes tempestades de granizo. O tamanho destas pedras de granizo é bastante considerável se tivermos como padrão as pequenas pedras conhecidas, que são de aproximadamente 0,5 cm. Estas podem variar do tamanho de uma bola de gude até ao de uma bola de golfe ou tênis. Um prenúncio de um tornado são as chamadas rotation wallclouds, que são nuvens baixas, com o formato de uma base de pirâmide.
Esses cones de ventos rotativos e arrasadores podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. Porém há certas regiões que são mais propensas à formação de tornados, como a parte central dos Estados Unidos (a “ Tornado Alley") ou o “ O corredor dos tornados da América do Sul" que inclui o Uruguai, norte e centro da Argentina a porção centro-sul do território Brasileiro.
A intensidade dos tornados é classificada na escala Fujita que vai de F0 até F5, sendo o F0 o mais fraco e o F5 o mais forte. Tornados com intensidade F5 são muito raros de se observar.
A coloração cinza ou "amarronzada" dos tornados ocorre devido aos detritos e poeira que ele desloca.


Apesar de ser comum se confundam tornados com furacões, os dois são fenômenos bem distintos:
Um furacão mede centenas de quilômetros de diâmetro e a sua formação ocorre sempre sobre as águas dos oceanos, pois é de lá que ele obtém a sua energia. Sua duração pode chegar a vários dias mas quando atinge a terra firme perde a sua força até dissipar-se.
Já os tornados são mais localizados (porém muito mais energéticos), apresentando um funil relativamente estreito, que raramente atinge diâmetros superiores a 1 km, e tem a duração aproximada de 20 minutos.
A Escala Fujita mede a intensidade dos tornados de modo semelhante que a escala Saffir-Simpson mensura a intensidade dos furacões.

Gênese dos tornados:

Normalmente, os tornados se formam associados a tempestades severas que produzem fortes ventos, elevada precipitação pluviométrica e freqüentemente granizo. Felizmente menos de 1% das células de tempestade originam um tornado. Porém todas as grandes células convectivas devem ser monitorizadas por sempre haver a possibilidade destas reunirem as condições necessárias para a ocorrência do fenômeno.
Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compõem as super-células tempestuosas.
Essas células normalmente formam-se devido ao contraste existente entre duas grandes massas de ar com diferentes pressões e temperatura. Alguns locais do planeta estão mais sujeitos ao encontro desses contrastantes sistemas atmosféricos, como é o caso do meio-oeste dos EUA, ou o centro-sul da América do Sul.
Após tocar o solo, um tornado pode atingir uma faixa que varia entre 100 a 1200 metros, deslocando-se por uma extensão de aproximadamente 30 km (embora já tenham sido registrados tornados que se deslocaram por distâncias superiores a 150 km).
Formação de um tornado

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4–6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.
4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.
Tornado de vortice multiplo:

Um tornado de vórtice múltiplo é um tipo de tornado no qual duas ou mais colunas de ar giram ao redor de um centro comum. Estruturas de múltiplos vórtices podem ocorrer em quase qualquer circulação, mas é mais freqüentemente observada em tornados intensos.
Tornado satélite

Tornado satélite:

Um tornado satélite é para um tornado mais fraco que forma muito perto de um tornado mais forte contido dentro do mesmo mesociclone. O tornado satélite pode se aparecer estar orbitando o tornado maior (e daí o nome), dando o aparecimento de um grande tornado de vórtices múltiplos. Porém, um tornado de satélite é um funil distinto, e é muito menor que o funil principal.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Gustnados: O que são?

Definição
Um vórtice atmosférico associado à Gust Front (frente de rajada) à frente de uma Cumulonimbus que pode dar origem a uma super célula de tempestade.

Descrição
Rajadas fortes de chuva, pode haver granizo formado a grandes altitudes acompanhando a borda que avança com uma linha de trovoadas, ventos fortes antes da tempestade. A ponta dessa massa de ar refrigerado, onde se encontra com o ar mais quente da superfície, é chamado de Gust Front (frente de rajada). A frente de rajada pode ser 2 ou 3 milhas náuticas à frente da tempestade.

Se a velocidade do vento é superior a 60 kts, então á o atrito superficial, o que perturba o fluxo linear, pode causar a formação de um vórtice na frente de rajada. O vórtice começa a partir de baixo para cima e pode atingir 300 metros de altura, normalmente feita visível pela poeira e detritos. Este vórtice é conhecido como um gustnado. Embora o nome é derivado de uma combinação de "Gust Front" e "Tornado", um gustnado não é um Tornado. O Tornado é associado com as correntes de ar quente e poderosa que se alimentam da nuvem, em forma e está ligado à base da nuvem Cumulonimbus, e a rotação é impulsionado pela rotação mesociclônica da nuvem em si. O gustnado não está ligado à base da nuvem, está associado com o deslocamento descendente de ar e, ocasionalmente acompanha a frente da tempestade, e são de curta duração.


Efeitos
Turbulência. O grau de turbulência experimentada por uma aeronave ao encontrar um Gustnado depende da gravidade do vórtice e do tamanho da aeronave. De modo geral, dado que a maioria dos gustnados são de intensidade limitada, grandes aviões comerciais não terá mais do que o ar áspero quando encontrar um gustnado na abordagem. No entanto, a conseqüência de encontrar um gustnado para uma aeronave ligeira pode muito bem ser perda de controle. Ventos de 100 km ou mais têm sido associados a gustnados, e tem-se relatado danos significativos a edifícios, redes de comunicações e alguns incidentes envolvendo aeronaves.


Defesas
Sistemas de previsão de vento de cisalhamento pode dar aviso prévio de uma Gust Front ou Microburst associado com uma aproximação de Cumulonimbus potencialmente severa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Trombas-d'água, o que são?

Tromba de água, Tromba-d'água, ou tromba marinha, é um fenómeno meteorológico semelhante aos tornados que se forma sobre o mar ou sobre massas de águas interiores de grande extensão. Consiste na formação de um vórtice intenso, visível sob a forma de uma nuvem colunar, em forma de estreito funil, que gira rapidamente em volta de si mesma, ligando a superfície da água à base de uma nuvem cumuliforme. A tromba de água eleva na sua base grande quantidade de borrifos de água, que projecta em todas as direcções. O fenómeno é mais frequente nas regiões tropicais, mas pode, também, ser encontrado nas regiões de latitude média. A expressão tromba de água é por vezes incorretamente utilizada para designar uma tempestade de grande intensidade, em geral associada à passagem de um cumulonimbo.
Ainda que a definição popular de uma tromba de água seja a de um tornado sobre a água, cientificamente o assunto é bem mais complexo. Apesar de ambos os fenómenos possuírem uma estrutura similar, o processo de formação e as consequências são diferentes.
Embora a formação de uma tromba de água seja em geral determinada pelas mesmas condições que levam ao aparecimento de tornados não inseridos em super-células, as trombas de água são menos intensas do que os tornados, estando condicionadas à ocorrência de condições de forte instabilidade do ar sobre o mar ou sobre lagos de média ou grande dimensão. As trombas de água são fenómenos frequentes nos oceanos tropicais.
Embora de forma talvez excessivamente simplificada, pode-se definir uma tromba de água como um redemoinho de ar rodando violentamente sobre um grande corpo de água (mar, lago ou um grande rio), o qual se forma entre a base de uma nuvem de desenvolvimento vertical, muitas vezes um cumulonimbo, e o mar. Frequentemente, mas não sempre, é visível como um funil ascendendo da superfície da água. O funil torna-se visível porque o ar que roda dentro da tromba se esfria por expansão, produzindo a condensação do vapor de água e a formação de uma nuvem colunar.
Numa tromba de água, a presença de água líquida está confinada na porção inferior e reduz-se em geral a densos borrifos de água salgada proveniente da superfície do mar, ou água resultante da condensação do vapor de água atmosférico provocada pela baixa pressão no interior do vórtice formado.
O movimento giratório nas trombas de água pode ser no sentido horário ou anti-horário, dependendo do processo da sua formação e da direcção do vento.




Características das trombas de água
De forma resumida podem-se apontar as seguintes características gerais para as trombas de água:
• Apesar da grande disponibilidade de humidade e a pouca fricção que a superfície das massas de água apresentam, as trombas de água são menos definidas e consideravelmente menos destrutivas que os tornados.
• No seu máximo desenvolvimento as trombas de água variam em altitude dos 50 m até aos 2 km.
• As trombas de água apresentam um ciclo de vida relativamente curto, de 2 a 20 minutos, ainda que a maioria dure menos de 10 minutos. Apenas as trombas de origem tornádica atingem e mesmo ultrapassam os 30 minutos de duração.
• Medem de 10 a 100 m de diâmetro, enquanto um tornado mede de 100 a 300 m.
• Produzem ventos de 70 a 300 km/h, comparado com ventos de 140 a 500 km/h nos tornados, com velocidades de deslocamento lateral de 20 a 30 km/h.
• No Hemisfério Norte, em geral ocorrem entre os meses de Maio e Outubro, quando as águas do mar atingem a sua máxima temperatura.
• O período do dia mais provável para formação de uma tromba de água é entre 16:00 e as 19:00 horas, com um máximo secundário entre 11:00 e as 13:00 horas.
• As trombas de água dissipam-se quando começa a chover, porque o ar frio advectado pela chuva corta o abastecimento de ar húmido e quente de que a tromba necessita para continuar activa.
• Apenas 30% das trombas de água são acompanhadas por trovoada.
• Apesar de existir a crença de que uma tromba de água aspira água do mar ou do lago sobre o qual ocorra, na realidade, excluindo a pequena zona de sucção na sua base, o que torna o funil visível não é água líquida, mas apenas a condensação causada pelo resfriamento do ar pela redução de pressão no interior do vórtice.
• As trombas de água podem ocorrer isoladamente ou em grupo, predominando as situações de grupos mais ou menos dispersos por uma área de akguns quilómetros quadrados.
• Quando se formaram por completo, as trombas de água tendem a descrever uma trajectória curva durante uns 15 minutos, até que o ar frio que gradualmente é aspirado para o vórtice as dissipa.

Dust Devil, o que são?


As Dust Devil (nuvem de diabo) ou em português redemoinhos de vento, são vento formados pela convecção do ar, em dias quentes, sem ventos e de muito sol.
O correm quando o solo se aquece em determinado ponto, transferindo esse calor à porção de ar que está parada logo acima dele. Quando atinge uma determinada temperatura, esse ar sofre rápida elevação, subindo em espiral e cria um mini centro de baixa pressão. Devido ao princípio da conservação do momento angular esse redemoinho ganha velocidade e acaba levantando a poeira do solo, fazendo com que um funil de 'sujeira' seja visível. Ele pode apresentar desde alguns centímetros até muitos metros de altura.
Frequentemente esse fenômeno é confundido com um tornado, porém vale salientar que, ao contrário dos tornados, os redemoinhos de poeira somente se formam em dias sem nuvens, sob muito sol e calore baixa umidade do ar. Além disso, a velocidade dos ventos desse fenômeno raramente ultrapassa os 100 km/h, podendo causar apenas pequenos estragos, tais como destelhamentos leves.

A Dust Devil no folclore Brasileiro
Antigamente, ao se avistar esse fenômeno, as pessoas acreditavam que seria o rastro do caminhar do Saci pererê ou mesmo que seria o diabo vagando pelos campos. Havia até uma crença de que se alguém entrasse no meio do redemoinho com uma garrafa e uma peneira conseguiria prender o Saci/Diabo. Na verdade o que acontecia é que ao entrar no meio do redemoinho, a pessoa pode interromper a corrente de convecção que alimenta o sistema, e o redemoinho simplesmente "desaparece".

Redemoinhos em Marte
Redemoinhos de poeira não são fenômenos restritos à atmosfera terrestre. Também ocorrem em Marte, tendo sido fotografados pela primeira vez pela sonda espacial Viking na década de 70. Julga-se que esse fenômeno seja o responsável pelas misteriosas linhas que aparecem nas imagens da superfície marciana.
Em 1997, a sondaMars Pathfinder detectou a ocorrência dessas formações e, mais tarde, a sonda Spirit fotografou um grande redemoinho passando ao seu lado. Os redemoinhos de poeira de Marte podem apresentar tamanhos 50 vezes superiores aos redemoinhos observados na Terra, podendo então representar um desafio para as futuras pesquisas envolvendo a exploração desse planeta.