quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Gustnados: O que são?

Definição
Um vórtice atmosférico associado à Gust Front (frente de rajada) à frente de uma Cumulonimbus que pode dar origem a uma super célula de tempestade.

Descrição
Rajadas fortes de chuva, pode haver granizo formado a grandes altitudes acompanhando a borda que avança com uma linha de trovoadas, ventos fortes antes da tempestade. A ponta dessa massa de ar refrigerado, onde se encontra com o ar mais quente da superfície, é chamado de Gust Front (frente de rajada). A frente de rajada pode ser 2 ou 3 milhas náuticas à frente da tempestade.

Se a velocidade do vento é superior a 60 kts, então á o atrito superficial, o que perturba o fluxo linear, pode causar a formação de um vórtice na frente de rajada. O vórtice começa a partir de baixo para cima e pode atingir 300 metros de altura, normalmente feita visível pela poeira e detritos. Este vórtice é conhecido como um gustnado. Embora o nome é derivado de uma combinação de "Gust Front" e "Tornado", um gustnado não é um Tornado. O Tornado é associado com as correntes de ar quente e poderosa que se alimentam da nuvem, em forma e está ligado à base da nuvem Cumulonimbus, e a rotação é impulsionado pela rotação mesociclônica da nuvem em si. O gustnado não está ligado à base da nuvem, está associado com o deslocamento descendente de ar e, ocasionalmente acompanha a frente da tempestade, e são de curta duração.


Efeitos
Turbulência. O grau de turbulência experimentada por uma aeronave ao encontrar um Gustnado depende da gravidade do vórtice e do tamanho da aeronave. De modo geral, dado que a maioria dos gustnados são de intensidade limitada, grandes aviões comerciais não terá mais do que o ar áspero quando encontrar um gustnado na abordagem. No entanto, a conseqüência de encontrar um gustnado para uma aeronave ligeira pode muito bem ser perda de controle. Ventos de 100 km ou mais têm sido associados a gustnados, e tem-se relatado danos significativos a edifícios, redes de comunicações e alguns incidentes envolvendo aeronaves.


Defesas
Sistemas de previsão de vento de cisalhamento pode dar aviso prévio de uma Gust Front ou Microburst associado com uma aproximação de Cumulonimbus potencialmente severa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Trombas-d'água, o que são?

Tromba de água, Tromba-d'água, ou tromba marinha, é um fenómeno meteorológico semelhante aos tornados que se forma sobre o mar ou sobre massas de águas interiores de grande extensão. Consiste na formação de um vórtice intenso, visível sob a forma de uma nuvem colunar, em forma de estreito funil, que gira rapidamente em volta de si mesma, ligando a superfície da água à base de uma nuvem cumuliforme. A tromba de água eleva na sua base grande quantidade de borrifos de água, que projecta em todas as direcções. O fenómeno é mais frequente nas regiões tropicais, mas pode, também, ser encontrado nas regiões de latitude média. A expressão tromba de água é por vezes incorretamente utilizada para designar uma tempestade de grande intensidade, em geral associada à passagem de um cumulonimbo.
Ainda que a definição popular de uma tromba de água seja a de um tornado sobre a água, cientificamente o assunto é bem mais complexo. Apesar de ambos os fenómenos possuírem uma estrutura similar, o processo de formação e as consequências são diferentes.
Embora a formação de uma tromba de água seja em geral determinada pelas mesmas condições que levam ao aparecimento de tornados não inseridos em super-células, as trombas de água são menos intensas do que os tornados, estando condicionadas à ocorrência de condições de forte instabilidade do ar sobre o mar ou sobre lagos de média ou grande dimensão. As trombas de água são fenómenos frequentes nos oceanos tropicais.
Embora de forma talvez excessivamente simplificada, pode-se definir uma tromba de água como um redemoinho de ar rodando violentamente sobre um grande corpo de água (mar, lago ou um grande rio), o qual se forma entre a base de uma nuvem de desenvolvimento vertical, muitas vezes um cumulonimbo, e o mar. Frequentemente, mas não sempre, é visível como um funil ascendendo da superfície da água. O funil torna-se visível porque o ar que roda dentro da tromba se esfria por expansão, produzindo a condensação do vapor de água e a formação de uma nuvem colunar.
Numa tromba de água, a presença de água líquida está confinada na porção inferior e reduz-se em geral a densos borrifos de água salgada proveniente da superfície do mar, ou água resultante da condensação do vapor de água atmosférico provocada pela baixa pressão no interior do vórtice formado.
O movimento giratório nas trombas de água pode ser no sentido horário ou anti-horário, dependendo do processo da sua formação e da direcção do vento.




Características das trombas de água
De forma resumida podem-se apontar as seguintes características gerais para as trombas de água:
• Apesar da grande disponibilidade de humidade e a pouca fricção que a superfície das massas de água apresentam, as trombas de água são menos definidas e consideravelmente menos destrutivas que os tornados.
• No seu máximo desenvolvimento as trombas de água variam em altitude dos 50 m até aos 2 km.
• As trombas de água apresentam um ciclo de vida relativamente curto, de 2 a 20 minutos, ainda que a maioria dure menos de 10 minutos. Apenas as trombas de origem tornádica atingem e mesmo ultrapassam os 30 minutos de duração.
• Medem de 10 a 100 m de diâmetro, enquanto um tornado mede de 100 a 300 m.
• Produzem ventos de 70 a 300 km/h, comparado com ventos de 140 a 500 km/h nos tornados, com velocidades de deslocamento lateral de 20 a 30 km/h.
• No Hemisfério Norte, em geral ocorrem entre os meses de Maio e Outubro, quando as águas do mar atingem a sua máxima temperatura.
• O período do dia mais provável para formação de uma tromba de água é entre 16:00 e as 19:00 horas, com um máximo secundário entre 11:00 e as 13:00 horas.
• As trombas de água dissipam-se quando começa a chover, porque o ar frio advectado pela chuva corta o abastecimento de ar húmido e quente de que a tromba necessita para continuar activa.
• Apenas 30% das trombas de água são acompanhadas por trovoada.
• Apesar de existir a crença de que uma tromba de água aspira água do mar ou do lago sobre o qual ocorra, na realidade, excluindo a pequena zona de sucção na sua base, o que torna o funil visível não é água líquida, mas apenas a condensação causada pelo resfriamento do ar pela redução de pressão no interior do vórtice.
• As trombas de água podem ocorrer isoladamente ou em grupo, predominando as situações de grupos mais ou menos dispersos por uma área de akguns quilómetros quadrados.
• Quando se formaram por completo, as trombas de água tendem a descrever uma trajectória curva durante uns 15 minutos, até que o ar frio que gradualmente é aspirado para o vórtice as dissipa.

Dust Devil, o que são?


As Dust Devil (nuvem de diabo) ou em português redemoinhos de vento, são vento formados pela convecção do ar, em dias quentes, sem ventos e de muito sol.
O correm quando o solo se aquece em determinado ponto, transferindo esse calor à porção de ar que está parada logo acima dele. Quando atinge uma determinada temperatura, esse ar sofre rápida elevação, subindo em espiral e cria um mini centro de baixa pressão. Devido ao princípio da conservação do momento angular esse redemoinho ganha velocidade e acaba levantando a poeira do solo, fazendo com que um funil de 'sujeira' seja visível. Ele pode apresentar desde alguns centímetros até muitos metros de altura.
Frequentemente esse fenômeno é confundido com um tornado, porém vale salientar que, ao contrário dos tornados, os redemoinhos de poeira somente se formam em dias sem nuvens, sob muito sol e calore baixa umidade do ar. Além disso, a velocidade dos ventos desse fenômeno raramente ultrapassa os 100 km/h, podendo causar apenas pequenos estragos, tais como destelhamentos leves.

A Dust Devil no folclore Brasileiro
Antigamente, ao se avistar esse fenômeno, as pessoas acreditavam que seria o rastro do caminhar do Saci pererê ou mesmo que seria o diabo vagando pelos campos. Havia até uma crença de que se alguém entrasse no meio do redemoinho com uma garrafa e uma peneira conseguiria prender o Saci/Diabo. Na verdade o que acontecia é que ao entrar no meio do redemoinho, a pessoa pode interromper a corrente de convecção que alimenta o sistema, e o redemoinho simplesmente "desaparece".

Redemoinhos em Marte
Redemoinhos de poeira não são fenômenos restritos à atmosfera terrestre. Também ocorrem em Marte, tendo sido fotografados pela primeira vez pela sonda espacial Viking na década de 70. Julga-se que esse fenômeno seja o responsável pelas misteriosas linhas que aparecem nas imagens da superfície marciana.
Em 1997, a sondaMars Pathfinder detectou a ocorrência dessas formações e, mais tarde, a sonda Spirit fotografou um grande redemoinho passando ao seu lado. Os redemoinhos de poeira de Marte podem apresentar tamanhos 50 vezes superiores aos redemoinhos observados na Terra, podendo então representar um desafio para as futuras pesquisas envolvendo a exploração desse planeta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Registro verdadeiro de CO2 escondido em baixo de Gore

por Laurence Hecht, Editor, 21st Century Science & Technology

O registro histórico das concentrações de dióxido de carbono atmosférico, usado pelo Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) como justificativa para a redução de gás estufa, é uma fraude. A pesquisa feita por um professor da Alemanha, Ernst-Georg Beck da Escola Merian de Freiburg, mostra que o IPCC manipulou e fabricou os dados do registro pré-1957 de CO2 a partir de medições de amostras de gelo recentemente perfuradas, ignorando mais de 90.000 medições diretas com métodos químicos de 1857 a 1957.
O registro manipulado do IPCC tenta demostrar que as concentrações de CO2 têm aumentado constantemente com o progresso da civilização industrial humana. O trabalho de Beck confirma valiosas investigações anteriores que demonstram que o IPCC escolheu a dedo seus dados numa tentativa de provar que devemos parar o desenvolvimento industrial e voltar à época das carruagens a cavalo, ou enfrentar o calor opressivo e o derretimento das calotas polares. Mostra que o protocolo de Quioto para reduzir os gases de estufa foi baseado numa fraude científica que viola as leis do universo, negando a bem estabelecida determinação do clima por variações cíclicas na relação orbital Terra-Sol e na produção de calor solar.
Numa revisão detalhada de 175 artigos científicos, o Professor Beck descobriu que os fundadores da moderna teoria da estufa, Guy Stewart Callendar e Charles David Keeling (um ídolo especial de Al Gore), ignoraram completamente as medições cuidadosas e sistemáticas dos mais famosos nomes da físico-química, dentre eles vários ganhadores do prêmio Nobel. As medições desses químicos mostraram que a concentração atmosférica atual de CO2 de cerca de 380 partes por milhão (ppm) foram excedidas no passado, inclusive no período de 1936 a 1944, quando os níveis de CO2 variaram de 393,0 a 454,7 ppm.
Houve também medições, com precisão de 3%, de 375,00 ppm em 1885 (Hempel em Dresden), 390,0 in 1866 (Gorup, Erlangen), e 416,0 em 1857 e 1858 (von Gilm, Innsbruck). Ironicamente, apesar do aumento da década de 1940 estar correlacionada com um período de aquecimento atmosférico médio, Beck e outros mostraram que o aquecimento antecedeu o aumento das concentrações de CO2 .
Os dados revistos por Beck vieram principalmente do hemisfério norte, geograficamente espalhados desde o Alasca pela Europa até Poona, Índia, quase totalmente tirados de áreas rurais ou da periferia de cidades sem contaminação industrial, a uma altura de aproximadamente 2 metros acima do chão. A avaliação dos métodos químicos revelou um erro máximo de 3% até 1% nos melhores casos.
Em contraste, as medições manipuladas das amostras de gelo mostram um aumento mais ou menos constante nos níveis de CO2 , convenientemente correspondendo à idéia pré-concebida de que a atividade industrial crescente produziu um incremento constante de CO2. Como demonstrou o colaborador de Beck, o Dr. Zbigniew Jaworoswki, ex-assessor sênior do serviço polonês de monitoramento da radiação e um alpinista veterano que escavou gelo em 17 geleiras de seis continentes, as inclusões gasosas em amostras de gelo não têm validade enquanto substitutos históricos das concentrações atmosféricas. O contínuo congelamento e recongelamento e a pressurização das colunas de gelo alteram drasticamente as concentrações atmosféricas das bolhas de gás.
De acordo com a teoria do efeito estufa, o aumento da concentração atmosférica de CO2 causado pela atividade humana, como a queima de combustíveis fósseis, age como o vidro numa estufa para impedir a re-irradiação do calor solar de perto da superfície terrestre. Embora esse efeito exista, o dióxido de carbono é pequeno na lista dos gases de estufa, respondendo por no máximo 2 a 3 por cento do efeito estufa. De longe o gás mais importante é o vapor d’água. Entretanto, a água na forma de nuvens pode refletir de volta a radiação solar, causando uma redução de temperatura. Há tantos efeitos interrelacionados que correlacionar a temperatura global com a concentração de CO2 é como tentar predizer o valor de um fundo de ações com base nas fases da Lua.
A fabricação de um argumento convincente de tal correlação exige mentir de forma ampla e sofisticada, e os teóricos da estufa foram pegos. Numa deliciosa ironia histórica, pode-se dizer que foi um fundador da ciência moderna, o Cardeal Nicolau de Cusa (1401-1464), que os pegou. Nossa compreensão moderna da fotossíntese começou quando o pesquisador holandês Jan Baptist van Helmont enfrentou o desafio de Cusa (expresso na seção "De Staticis" de seu Idiota de mente ou O Leigo: sobre a Mente) para pesar uma planta e seu solo antes e depois do crescimento. Van Helmont descobriu (por volta de 1620) que o substrato que suporta um salgueiro, que tenha crescido até 77 quilos em cinco anos, alterou seu peso em menos que alguns decigramas . De onde veio a massa sólida da árvore? Ironicamente, Van Helmont, que introduziu a palavra “gás” na ciência, erroneamente concluiu que a massa da árvore tinha vindo unicamente da água aplicada.
Demorou quase dois séculos mais para descobrir o fato surpreendente de que a maioria da massa da planta, e toda sua estrutura, deriva do ar invisível e aparentemente sem peso, mais especialmente do seu componente de dióxido de carbono. Este foi o feito da revolução na química desencadeada por Lavoisier, e levada avante por Gay-Lussac, Avogadro, Gerhardt e outros no começo do Século XIX. A capacidade de colocar dois gases invisíveis num equilíbrio e comparar seus pesos demonstrou ser o segredo para a determinação dos pesos atômicos e para decifrar os segredos tanto do átomo quanto da célula.
Infelizmente para os mentirosos do IPCC, as medições da concentração atmosférica de CO2 foram um foco especial de atenção dos químicos desde a primeira elaboração do processo de fotossíntese no começo do Século XIX e suas medições cuidadosamente registradas ficaram conosco. A verdade inconveniente é que Al Gore ainda existe, mas apenas os tolos e os corredores presidenciais dão atenção séria a suas emissões.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A farsa do aquecimento global

Em fim a midia brasileira começa a dar espaço para algo que a tempos já se comenta sobre a fraude dos reais dados sobre o clima do planeta.
Al Gore que ganhou um Óscar pelo documentário apocaliptico "Uma verdade inconveniente" e logo em seguida venceu o Premio Nobel da Paz sustentando um aquecimento global desenfreado causado pela ação do homem na forma de emições de CO2 , vê suas previsões que lhe deram estatus transformando-se em ruína. 2 membros da Academia do Óscar querem que Al Gore devolva o prêmio alegando que seu documentário trás na verdade, informações erradas que distorcem e desinformam o público. Nada ainda se falou sobre o Premio Nobel.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mapa Mundi Dos Tornados, e o sul do Brasil está na rota


Algo que poucos sabem é que tornado não é privilégio ou desgraça do Meio-oeste Americano.
O sul do Brasil está localizado no corredor dos tornados da América do Sul, uma região que abrange O norte e centro da Argentina, sul do Paraguai, Uruguai, uma parte do sudeste brasileiro a região de São Paulo e Minas Gerais, no entanto, os três estados do sul do Brasil, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão mais propícios a formação do fenômeno tendo o meio-oeste catarinense e o oeste e norte do Rio Grande do Sul como a região brasileira mais castigada pelos tornados. O choque de massas de ar frio que sobem da Patagonia com massas de ar quente e húmido que descem da Amazônia, criam as condições ideais para a formação de super células que podem dar origem a tornados.
Não se tem uma estimativa precisa de quantos tornados atingem o corredor sul-americano, mas estima-se que ao menos 40 tornados atinjam apenas o sul do Brasil todos os anos, poucos são devidamente documentados, pois, muitos formam-se a noite ou em áreas afastadas e pouco povoadas. A falta de equipamentos apropriados para a detecção de tornados como a utilização de radares Doppler e de caçadores de tempestades experientes são outro problema, contamos na maioria das vezes com observadores voluntários que a medida do possível registram em fotos e alguns raros vídeos a passagem dos tornados e que também trocam informações através de sites, blogs. e-mail e paginas de relacionamento na internet.
O Rio Grande do Sul conta com 2 radares Doppler do SINDACTA II: Santiago e Canguçu;
Santa Catarina conta com 1 radar Doppler do SINDACTA II: Morro da Igreja;
O Paraná conta com um moderno radar Doppler do SIMEPAR, o melhor da região sul: Teixeira Soares.
Mas para podermos prever a formação de tornados seria necessário um grande investimento em Doppler sobre rodas, Radares instalados em veículos como caminhonetes e pequenos caminhões e operados por meteorologistas caçadores de tempestades como os que existem nos EUA (Foto a Baixo).

Escala Fujita - A classificação dos Tornados

Escala Fujita

A intensidade de um tornado é determinada pela escala Fujita, batizada com este nome em homenagem ao falecido cientista de tornados, Dr. Fujita da Universidade de Chicago. Os tornados são medidos pela quantia de estrago que eles causam, e não pelo seu tamanho físico. Também é importante lembrar-se de que o tamanho de um tornado não é necessariamente uma indicação de sua ferocidade. Tornados grandes podem ser fracos, e tornados pequenos podem ser violentos.

Tornado F1: Velocidades de vento entre 117 e 180 km/h. Até mesmo estes tornados podem levantar telhas e mover carros em movimento para fora da estrada. Trailers podem ser tombados e barracos podem desmoronar.

Tornado F2: Velocidades de vento entre 182 e 252 km/h. Os telhados de algumas casas começarão a levantar e os trailers/casas móveis que estiverem no caminho do tornado serão demolidos. Este tornado também pode soprar vagões de trem para fora de seus trilhos.

Tornado F3: Velocidades de vento entre 253 e 333 km/h. Árvores pesadas serão levantadas com raiz e tudo, e paredes e telhados de edifícios sólidos serão arrancados como palitos de fósforos. Isto é um tornado severo.

Tornado F4: Velocidades de vento entre 334 e 419 km/h. Motores de trens e caminhões de 40 toneladas serão arremessados como brinquedos. Haverá devastação total na manhã seguinte.

Tornado F5: Velocidades de vento entre 420 e 511 km/h. Tornados com esta intensidade destroem tudo em seu caminho. Os carros são arremessados como pedras para centenas de metros, e edifícios inteiros podem ser levantados do chão. A força é semelhante à de uma bomba atômica.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tornados: Mitos e informações


O tornado de Tubarão-SC (foto acima), o mais documentado visualmente deste tipo até hoje no Brasil, contudo, levantou uma série de dúvidas acerca dos tornados em território brasileiro. Mitos e desinformação cercam os tornados e mesmo profissionais da Meteorologia cometem erros ao comentar o fenômeno. Abaixo algumas das tantas dúvidas, mitos e erros freqüentemente cometidos com os nossos esclarecimentos.
Tornados são pouco freqüentes no Brasil ? Falso !! O centro e o norte da Argentina, o Uruguai e o Sul do Brasil constituem a segunda região mais propícia do mundo à ocorrência de tornados, perdendo apenas para as Planícies Centrais dos Estados Unidos, (ver mapa mundi dos tornados abaixo).



Não há um número maior de ocorrências documentadas porquanto grande parte desta área de risco é composta por zona rural. Tornados no Brasil somente são identificados quando atingem áreas habitadas. Nos Estados Unidos, tornados podem ser constatados mediante TVS (Tornado Vortex Signature) que aparecem nas imagens de radar meteorológico, conduzindo-se depois um trabalho de campo para classificar o fenômeno. Os norte-americanos, ademais, estão trabalhando com um novo software de radar com imagens em 3D em tempo real (GrLevel3) que permite identificar estes eventos com muito mais facilidade (exemplo abaixo da recente onda de tornados de 5 de fevereiro de 2008).


Tornados passaram a acontecer apenas nos últimos anos ou se tornaram mais freqüentes ? Falso. O interesse da Meteorologia em estudar estes fenômenos, que antes eram classificados meramente como vendavais, o crescimento da densidade populacional e, sobretudo, a difusão é popularização das tecnologias de captação de imagens induzem a idéia que estes fenômenos antes não aconteciam ou se tornaram mais freqüentes. Existem relatos históricos de eventos catastróficos de vento no Rio Grande do Sul na primeira metade do século XX que são consistentes com tornados. Em janeiro de 1973, um tornado, possivelmente um F-4 ou F-5, varreu do mapa a cidade de San Justo na Argentina com mais de 60 mortos. O tornado tinha centenas de metros de largura, conforme testemunhas. Antes, um tornado, provavelmente um F-5, matou mais de quatrocentas pessoas e deixou em ruínas a cidade paraguaia de Encarnación em 20 de setembro de 1926 (abaixo).

O primeiro tornado documentado no Brasil em fotografia ocorreu em 1975, quando oficiais da Base Aérea de Santa Maria foram surpreendidos por uma formação tornádica no aeródromo e foram diligentes em registrar o fenômeno (foto abaixo). Anos mais tarde, o meteorologista e o sócio da MetSul Meteorologia José Soares Lima, então professor de Meteorologia na Universidade Federal de Pelotas e integrante da Aeronáutica, publicava o primeiro trabalho sobre o tornados no Brasil.

Um exemplo de como a difusão dos meios de captação tornou possível registrar este tipo de fenômeno é o tornado F-3 de Indaiatuba (SP), em maio de 2005 (imagem abaixo). O fenômeno somente pôde ser registrado visualmente porquanto existia uma câmera do sistema de monitoramento da concessionária da rodovia. Tivesse ocorrido no mesmo local vinte anos antes e não haveria registro em gravação do tornado.


Os tornados têm algo a ver com o aquecimento global ? Falso. Em primeiro lugar, o planeta esta esfriando e não aquecendo atualmente. Segundo, mesmo o alarmista relatório do IPCC divulgado em 2007 informa que não foram encontradas evidências de que o aquecimento global tenha implicado aumento de freqüência ou magnitude de eventos de tempo severo como granizo ou tornados.
Os fenômenos El Niño e La Niña impactam a ocorrência de tornados ? Verdadeiro. Impacts Of ENSO On United States Tornadic Activity é o título de um trabalho do Professor Mark C. Bove da Universidade da Flórida que em 1999 identificou um aumento na freqüência e duração/intensidade dos tornados na América do Norte em anos de La Niña. O meteorologista e comentarista do Blog da MetSul, Joseph D’Aleo, autor de um dos mais populares livros sobre o fenômeno ENSO nos Estados Unidos, realizou um levantamento dos eventos tornádicos dos últimos 50 anos nos Estados Unidos e chegou à mesma conclusão. Knowles, J.B e R.A. Pielke Sr., possuem um estudo publicado pela Universidade do Colorado em 2005 e escrito em 1993, intitulado The Southern Oscillation and its effects on tornado activity in the United States. O trabalho científico, que analisou as ocorrências tornádicas entre 1953 e 1989 concluiu que há pouca variação no número de tornados correlacionando episódios fortes de El Niño e La Niña, mas em anos de La Niña há um aumento no número de tornados violentos, tornados com grande extensão territorial na sua trajetória e uma probabilidade maior de grandes ondas de tornados (40 ou mais tornados). Na última onda de tornados de fevereiro nos Estados Unidos, um tornado no Arkansas percorreu quase duzentos quilômetros. O famoso Tri State Tornado atingiu pelo menos três estados norte-americanos. No Rio Grande do Sul, a MetSul Meteorologia fez levantamento histórico semelhante quanto aos últimos vinte anos e observou que há um incremento no número de tornados fortes ou mesmo na frequência destes eventos em anos de La Niña moderados a fortes ou sob condições de resfriamento da região Niño 1+2. O verão de 2007, influenciado em parte pelo El Niño, foi de pouca atividade tornádica no Sul do Brasil, mas os períodos de primavera-verão de 2005/2006 e 2007/2008, influenciados pelo La Niña, observaram um grande incremento neste tipo de fenômeno. Em 2000, no mês de outubro, sob influência de um La Niña semelhante ao atual, o Rio Grande do Sul testemunhou uma série de tornados na noite do dia 11 que atingiu desde a região sul de Porto Alegre (vento de até 200 km/h) até o litoral norte com os danos mais concentrados em Águas Claras em Viamão, onde o tornado F-3 provocou devastação (imagens abaixo).

Quais são os piores tornados dos últimos anos no Rio Grande do Sul ? O pior tornado da década de 90 ocorreu em outubro de 1997 na cidade de Itaqui. Mais de três mil casas foram atingidas. A formação atingiu também a cidade vizinha de Alvear na Argentina. Nesta década, os mais graves eventos se deram em Viamão (2000), Bom Jesus (2001) São Francisco de Paula (2003), Antonio Prado (2003) e Muitos Capões (2005). Mais de vinte tornados compreendem a lista deste tipo de fenômeno no estado nesta década com efeitos menos catastróficos em eventos confirmados em Torres, Porto Alegre, Canoas, Pinhal, Três de Maio, Ivoti, Erechim, Engenho Velho, Santa Bárbara do Sul, Ronda Alta, Vacaria, Carazinho, Quaraí, Boa Vista do Buricá, etc. A lista manejada pela MetSul é maior que as demais disponíveis porquanto nos dedicamos a investigar e pesquisar todas as possíveis ocorrências com o apoio de nossos colaboradores, o que permitiu incluir no rol os recentes eventos do final de 2007 de Ronda Alta, Boa Vista do Buricá, Três de Maio e Vacaria. Em teoria, o oeste gaúcho é a região mais sujeita a tempestades severas e tornados, mas a baixa densidade populacional faz com que a esmagadora maioria das ocorrências passe despercebida. A área com maior número de ocorrência identificadas nos últimos anos no estado é do Campos de Cima da Serra (foto abaixo de São Francisco de Paula) com pelo menos quatro tornados importantes nos últimos anos (São Francisco de Paula, Bom Jesus, Antonio Prado e Muitos Capões).


Já houve registro de tornados em Porto Alegre ? Há três casos confirmados e um que é descrito em relatos históricos. A onda de tornados de 11 de outubro de 2000 afetou o extremo sul da capital com graves danos ao Aeroclube de Belém Novo. Em março de 2004, uma das outer bands do furacão Catarina provocou um tornado na zona leste da cidade (imagem abaixo), conforme análise de campo feita pela MetSul. Em 2005, um fraco tornado F-0 atigiu o extremo norte da capital. Relatos dão conta que na década de 70 houve uma tromba d’água no Guaíba (tornado sobre a água) que provocou "chuva de peixes" numa das ilhas.
Existe apenas uma escala para classificar os tornados ? Falso. Há mais de uma. Os ingleses, por exemplo,têm uma em particular chamado Torro ou T-Scale. A mais conhecida e tradicional, porém, é a escala tradicional desenvolvida pelo Professor Fujita a partir da avaliação dos danos. Ocorre que o NOAA desenvolveu nos últimos anos uma Escala Aprimorada de Fujita que passou a ser operacional pelo National Weather Service dos Estados Unidos em fevereiro de 2007. Por isso, no Brasil ainda lê-se a classificação dos tornados como F0 a F5 enquanto nos Estados Unidos a classificação é de EF-0 a EF-5 da Enhanced Fujita Scale.

Tornados não podem ser previstos ? Falso. É impossível dizer com grande antecedência onde eles vão se formar exatamente (bairro ou cidade), mas uma região pode ser alertada do risco de tornados. Nos Estados Unidos existem duas classificações de alerta. Emite-se um tornado watch para advertir que uma região corre o risco de ter tornados. Emite-se um tornado warning quando um vórtice tornádico já aparece no radar ou mesmo foi visualizado por populares ou observadores treinados. Neste caso, é acionado o sistema de transmissão de emergência (Emergency Alert System) em que todas as rádios e tevês têm seu sinal cortado para a transmissão do aviso de emergência segundos após o alerta da Meteorologia (imagem abaixo).

A MetSul Meteorologia conseguiu antecipar o risco de tornados no Rio Grande do Sul, Sul do Brasil e no Conesul com horas de antecedência em diversas oportunidades, mas por política interna somente emite avisos públicos de risco de tornados em situação que considera de extremo risco. No sábado, ao meio-dia, publicávamos comentário sobre a sondagem atmosférica de Florianópolis, realçando com os números os índices de instabilidade muito elevados e sugestivos de tempo bastante severo no leste catarinense.

Tornados, furacões e tufões são a mesma coisa ? Falso. Um tornado não traz furacão, mas um furacão pode trazer tornados. É o caso do Catarina em que Porto Alegre estava a mais de cem quilômetros do olho do ponto de landfall, mas foi afetada por um tornado isolado trazido por uma das bandas externas do inusitado ciclone tropical. Tornados têm diâmetros de dezenas a centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade enquanto que os furacões possuem um diâmetro da ordem de centenas de quilômetros. Os tornados são um fenômeno típico de continente enquanto que os furacões nascem sobre o mar, alimentados pela umidade da água quente do oceano, e se dissipam ao avançar sobre terra firme. Os tornados duram no máximo horas e chegam a percorrer em casos extremos de mais 200/250 quilômetros enquanto os furacões podem durar muitos dias e percorrer distâncias como da costa da África até o sul dos Estados Unidos. Furacão e tufão são eventos idênticos, que recebem nomenclaturas diferentes dependendo da região do globo. No Atlântico e no Pacífico Leste recebem o nome de furacão e são monitorados pelo National Hurricane Center de Miami enquanto no Pacífico oeste são chamados de tufões e são monitorados pelo JTWC (Joint Typhoon Warning Center).
* Agradecimentos a Metsul Meteorologia que realisou esta pesquisa e a publicou originalmente em seu site. ( http://www.metsul.com/ )
* Com pesquisa histórica de dados e imagens de Alexandre Aguiar

sábado, 14 de novembro de 2009

Dicas para reduzir a emissão de poluentes na atmosfera


Você
Apóie e participe de iniciativas e ações contra a destruição de nossas florestas;
Estimule e incentive o plantio de árvores;
Não jogue lixo no mar, rios, córregos ou sangas;
Ajude a recuperar a as áreas verdes do seu bairro;
Pressione governos e empresas a substituírem a energia negativa (petróleo, nuclear e grandes hidrelétricas) por energia positiva (solar, eólica, pequenas hidrelétricas, biogás);
Faça doação de seus livros usados à bibliotecas, escolas, museus,etc., pois alguém poderá estar precisando deles.
Assim estaremos economizando árvores que seriam transformadas em papel.

TransportePrefira o transporte público. Além de ser menos poluente, você evitará parte do estresse do dia-a-dia;
Use bicicleta ou caminhe sempre que possível. É saudável e você estará contribuindo para um planeta mais limpo;
Seja solidário com quem você conhece e de carona, assim estará reduzindo a circulação de veículos no trânsito e auxiliando no combate a poluição por gás carbônico;
Se não houver ciclovias, fale com seus representantes políticos para que as construam; Para viagens curtas a trabalho ou de turismo, prefira o ônibus.

Carro Faça sempre uma revisão do seu carro. Além de evitar possíveis dores de cabeça, um carro que funciona corretamente consome menos combustível e menos gases causadores do efeito estufa;
Calibre bem os pneus do seu carro. Os pneus bem calibrados evitam um consumo excessivo de gasolina e dão mais segurança;
Ao comprar, dê preferência aos veículos flex e que sejam mais econômicos;
Se puder, abasteça com álcool e não com gasolina.

Em casa
Procure sempre comprar aparelhos eficientes em consumo de eletricidade;
Desligue as luzes dos ambientes não utilizados;
Retire das tomadas os aparelhos em stand-by (os que ficam com as luzinhas vermelhas acesas);
Instale painéis solares para aquecer a água. A longo prazo, você poupará energia e dinheiro;
Substitua as lâmpadas principais da casa por lâmpadas fluorescentes compactas, consomem 75% a menos que as convencionais;
Não jogue o óleo de frituras na pia, solo ou esgoto, pois cada litro contamina cerca de 5.000 litros de água potável.
Armazene-o em garrafas plásticas e destine-o a reciclagem;
Informa-se sobre as habitações ambientalmente corretas, que aproveitam água da chuva, usam a energia do sol para iluminação e aquecimento, e tem climatização natural;
Quando reformar ou construir sua moradia, planeje o armazenamento de água utilizada no chuveiro (banho), pia, máquina de lavar roupa e chuva que cai no telhado, conduzindo-as para cisterna(s) que permitam sua reutilização em descargas de banheiros, lavação de pisos e calçadas, veículos, regas de jardins,etc.
Desligue o chuveiro quando estiver se ensaboando.

No trabalhoVerifique se as luzes estão desligadas ao sair;
Seja ativo: forme uma comissão para verificar como a empresa pode gastar menos energia;
Mantenha os aparelhos de ar condicionado a 25º C;
Verifique se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra. Eles consomem 5% menos se não estiverem no sol.

Fonte:INPE– Instituto Nacional de Pesquisas EspeciaisGreenpeaceIPCCWWF
Colaboração: Francisco Osni Correa e Elaine Canônica